Fiz. Faço. Farei.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Ainda não vos contei

Eu e o dito-cujo vamos voar. Uma viagem? Uma experiência de parapente? Nada disso.
Arranjámos um ninho só para nós e vamos voar do nosso ninho até ao ninho novo, que fica numa outra árvore. E estamos fartos de chilrear. Piu piu :)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Bienvenido Otoño






Outono. Adoro. Cores. Cheiros. Sensações. Natureza. Chás. Abóboras. Pinhas. Lãs. Laranja. Castanho. Vermelho. Vermelho escuro. Botas. Canela. Maçã. Lenços. Nozes. Romãs. Verde. Rãs. Caracóis. Lenha. Velas. Livros. Mantas. Sono. Amor.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Desculpem lá os modos, é só para aliviar a raiva

Por fim apetece dizer-lhes:

VÃO-SE TODOS FODER!!!

Hoje venho chateada do trabalho

Há dias em que perco a paciência com as pessoas. Com as pessoas, em particular, que vão à farmácia. Pessoas que, quando precisam, é pedir favores e vendas suspensas [trata-se de dispensar medicamentos sujeitos a receita médica sem a receita, ficando a aguardar que a mesma nos seja entregue depois], e ficar a dever. Mas depois chegam ali armadas em carapaus de corrida, estúpidas, mal-humoradas, arrogantes.
Não têm paciência para esperar? Temos pena. Venham outro dia.
Não temos o medicamento disponível no momento? Temos pena. Quando vão ao talho e não há bife da vazia têm de lá voltar, não é? Se forem à procura de salmão e só houver sardinha e bacalhau também berram com a peixeira?
Não entendem porque devem um medicamento desde Julho? Que tal nos deixarem explicar a razão, indicar quem fez a venda, o que aconteceu depois e tentar fazer-vos entender o motivo de terem aquilo na ficha?
Hoje só me calharam imbecis. Três em menos de nada. Até suei das vistas, enervada que estava. Garanto-vos que se não fosse por estar numa farmácia tinha-lhes respondido à letra. No mesmo tom arrogante com que falaram para mim. No mesmo modo "sem modos".
Pergunto-me se estas pessoas reclamam e falam assim noutros sítios onde vão. Falam assim mal às empregadas dos supermercados?  Falam assim nas finanças? E, só por acaso, falam assim ao médico? Dá mesmo vontade de as mandar dar uma volta. Que se aviem noutra farmácia, que vai na volta e mais um estúpido, menos um estúpido, não há-de ser por isso que o negócio vai à falência. Mas uma pessoa tem que respirar fundo, manter a postura, ai e tal que "o cliente tem sempre razão" e temos que segurar as pessoas e não podemos perder clientes e mais uma série de coisas certas mas que, nestes momentos, são verdadeiras balelas. Às vezes é mesmo difícil segurar os nervos e mantermos a calma com estas bestas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Neste (re)início de ano lectivo

Confesso... não tenho saudades nenhumas de Coimbra. É uma cidade que amo, é a que mais ocupa no meu coração. É a cidade que me recebeu e abraçou durante mais de cinco anos. Da qual tenho as melhores e mais mágicas recordações, onde fiz os meus melhores amigos, onde me formei e me tornei "alguma coisa". Isso ninguém me tira. Queimas das Fitas, jantares, festas, amizades - isso sim, deixa-me com um aperto no coração.
Mas não tenho saudades de viver na residência. Não tenho saudades de lidar com aquelas raparigas desobedientes e desrespeitadoras. Não tenho saudades da depressão de Domingo por saber que tinha de fazer a mala, pensar no que levar, ver os horários dos comboios e autocarros. Não tenho saudades de acartar a mala pelo 29 à Segunda-feira de manhã em pleno Inverno. Não tenho saudades de passar os fins-de-semana a estudar, ter de recusar sair com os amigos ou fazer planos aos feriados por causa dos exames. Não tenho saudades de passar pouco tempo com a família e o dito-cujo para me dedicar ao curso.
Se tudo valeu a pena? Claro que sim. Se me arrependo? Claro que não. Obviamente sei que tudo isto foi caminho mais do que necessário para chegar onde cheguei, para estar onde estou. Mas agora estou bem. Adoro o meu trabalho, aos Domingos não deprimo por ter de ir trabalhar à Segunda, gosto de ter a conta mais folgada, receber o meu ordenado ao fim do mês, poder passear com o dito-cujo aos fins-de-semana, viver despreocupada e sem as responsabilidades do tempo da faculdade. Isso é algo que aprecio e que muito valorizo quando analiso a minha situação actual.
Coimbra é a minha cidade. Não tenho saudades de lá viver mas adoro lá ir, tomar um café na varanda do Fórum e apreciar a vista. Observar a Cabra e sentir que tudo o que lá vivi foi maravilhoso mas que, felizmente, me permitiu chegar a um lugar melhor.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

domingo, 28 de agosto de 2016

dando razão a Confúcio

Quando chega a hora de ir trabalhar, nunca vou trabalhar. Eu gosto tanto das minhas colegas, do que faço e do local de trabalho, que não posso considerar que vou trabalhar. Eu é mais do género "vamos lá para a parte mais divertida do meu dia"! Já cheguei a ir trabalhar com uma enorme dor de cabeça e vir da farmácia impecável - ahh, e garanto-vos que não foi por ter tomado alguma coisa. Aquelas horas do dia passadas ali são terapêuticas.
Nunca me custa acordar, nunca me custa sair de casa e mesmo nos fins-de-semana de serviço, caso esteja a família reunida e tenha de ir trabalhar, não me ralo muito. O tempo lá passa num instante.
Os meu colegas são quem mais contribui para que tenha tanto prazer em ir trabalhar. O ambiente é tão bom, damo-nos bem, entendemo-nos, somos amigos e sobretudo divertimo-nos i-men-so. Rio-me à gargalhada, conto anedotas, "gozamos" com as gafes dos clientes, asneiramos, dançamos e cantamos, é mesmo uma diversão. Ao balcão somos sérias no conteúdo, não estamos ali a enganar ninguém, facilitamos a vida a toda a gente. Somos disponíveis e muito simpáticas. Sei que toda a gente gosta de nós e que a praça têm-nos em muito boa conta.
Se a equipa é boa, se o ambiente é óptimo, se lido bem com o público, se aprendo todos os dias, se me supero, se sou elogiada, como poderei dizer que vou trabalhar quando, afinal de contas, só vou ser feliz?