Fiz. Faço. Farei.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O balanço

No passado Sábado reuni família e amigos cá em casa. O mote foi o facto de ter terminado o curso e, entretanto, ter começado a trabalhar. Sempre disse que só fazia uma festa quando tivesse emprego, porque só acabar o curso não me chegava.
Assim foi. Consegui que [quase] toda a gente realmente importante estivesse presente e acho que foi um dia em cheio. Faltou a minha querida I. por motivos de trabalho. Faltou a C., o M. e a minha caloira por estarem longe. Faltaram a A., a A. e o S., colegas da farmácia, que tiveram imprevistos e assuntos profissionais que os impediram de aparecer. Não veio a A., mas ainda bem, porque depois de me ter dito que tinha o aniversário da mãe, soube pelo Facebook que foi a um evento político [as prioridades desta menina]. Mas veio a R., que me disse não vir porque tinha um concerto, aparecendo aqui em modo surpresa - e que surpresa! - a alegar que não conseguia ficar em Lisboa e não estar presente neste dia.
Correu tudo muito bem. Houve imensa comida, um barril de finos à disposição, pernil no espeto, a nossa Selecção eliminou os croatas, houve fogo de artifício, matraquilhos e muito boa gente a divertir-se, a comer, a aproveitar um dia quente e optimamente bem escolhido para fazer esta festa.
Juntei a família chegada, os meus pais convidaram amigos próximos, eu reuni todos os meus amigos, os da vida académica e não só, amizades de longos e bons anos, dos tempos do liceu e aliados em histórias da vida e do coração. Foi altamente e acho que toda a gente adorou.
Tive direito a mimos bons. Ganhei um relógio, umas havaianas, bijuterias diversas, uma boneca farmacêutica lindíssima que vinha em cima de um bolo surpresa a que tive direito, artigos para a minha futura casa [já me que querem tratar do enxoval!] e eu agradeci a todos com uma lembrança totalmente feita por mim, a lembrar um frasco de comprimidos como sendo o remédio da felicidade.
Foi um dia maravilhoso e preenchido. Preenchido da família mais importante, sobretudo porque graças a eles consegui chegar aqui e graças a eles tenho conseguido progredir e sei que nunca me faltarão, em momento algum. Preenchido de amor porque o meu namorado me ajudou em tudo, me conseguiu arranjar coisas para esta festa, porque tratou do espectáculo de fogo digno de um arraial, porque assou o pernil e porque faz sempre tudo sem se cobrar de nada. Preenchido dos melhores amigos que alguma vez poderia ter, dos melhores colegas de Coimbra e de uma vida académica indescritível. Preenchido por laços que, espero eu, nunca de desapeguem em sentido nenhum. E como canta o nosso Cid,

e no entanto obrigada, obrigada para sempre
pois por mais tempo que eu viva
eu nunca vou esquecer
que tu mesmo sem querer
me vieste oferecer
o melhor tempo da minha vida
o melhor tempo da minha vida
o melhor tempo da minha vida.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Leituras


Estreei-me nos romances históricos. Nunca tinha lido nada dentro do género. Estou a adorar. Ainda não cheguei ao fim e parece que a história termina tragicamente, como assim foi com os Távoras no século XVIII.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Atirar papaias nas redes sociais

A-do-ro. Adoro estar aqui sentadinha a assistir às dores de cotovelo dos outros, através do Facebook. Verdadeiras cenas de filme, nas quais até podia comer pipocas e beber Pepsi. Há drama, há sangue, há lágrimas, há muitos ciúmes, há luta. Feras em raiva a ver se, de forma [nada] subtil, conseguem atingir as suas presas. Sem morder, só a ladrar. Tão lindo.
Mulheres que se dizem sê-lo, cheias de ódio e vazias de carácter. Poderiam ganhar um Óscar dado o forte enredo do filme e o papel de actrizes tão bem feito.
Mas depois de um tempo a assistir, mudo de canal. Afinal são só crianças e o que eu estou a ver são os desenhos animados. Ora bolas.

e por falar em limpezas

o verdadeiro desafio da limpeza é limpar, verdadeiramente, o pó. Ou melhor, limpar nós limpamos. Mas ele tem vida própria e portanto, mal viramos costas, instala-se de novo em cima dos móveis e outros objectos. Que nervos, odeio limpar o pó!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Amor pequenino

Na barriga de uma grande amiga minha está um feijão pequenino. Que é o mesmo que dizer um amor pequenino. Depois de uma fase menos boa, agora é que vai ser.

Limpezas

Cada vez que há uma festa cá em casa fazemos uma limpeza "mais a fundo". No que a mim diz respeito, aproveito sempre essas ocasiões para, além de arrumar, limpar e dar uma organização diferente ao quarto, me livrar das muitas tralhas que colecciono.
Jornais, revistas, papelada variada, lembranças de festas, garantias e carregadores de telemóveis que já não existem, roupa que já não uso, CDs virgem, caixas de cartão, marcadores quase no fim mas que ainda pintam; todo um montão de porcarias que vão ficando aqui e ali... a achar que ainda podem vir a ser precisas mas, vai-se a ver, e nunca lhes mexi nem sabia que tinha aquilo guardado.
Depois desta escolha ou, algumas vezes, mudança das coisas de lugar, chego à conclusão que só guardo lixo. A verdade é que aquilo é tudo lixo. Ando sempre a queixar-me da falta de espaço e de ter muito que limpar mas também não sou capaz de me livrar de nada.
Na última limpeza deitei no papelão umas revistas de um museu alemão de comboios que visitei... em 2009. Claro que eu ia mesmo ler um livro de comboios - em alemão! Mas guardei religiosamente aquele catálogo, imaginem-se, como recordação daquelas férias.
Só eu é que sou assim? E porque é que eu não me desfaço logo das tralhas e fico com um espaço mais limpo, mais clean, mais do meu agrado? Não compreendo.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Di - e - quê?

Há uns meses o médico disse-me que eu tinha engordado uns quase 5 quilos a uma taxa de 1 quilo por mês. Mal sabe ele que eu andei pela Espanha fora a comer tapas que nem doida. E que depois fui estagiar para uma farmácia onde é IMPOSSÍVEL estar de dieta.
Ele não me mandou fazer dieta, mas acautelou-me que tinha ganho muito peso em pouco tempo. E em sua defesa, a verdade é que eu não passava dos 58 quilos há muitos e longos anos.
Lá me conformei a perder uns quilitos, nem que fossem os suficientes para voltar aos 58. Em Novembro volto lá e quem é que o vai convencer de que a farmácia impediu a minha dieta? Passo a enumerar:
- Entre colegas trocam-se lanches. "Amanhã trazes tu o lanche, Domingo trago eu". Claro que ninguém faz um lanche partilhado de iogurtes magros, maçãs e bolachas integrais. Saem à cena pastéis da feira [gigantees!], folhados de carne, pedaços de bolo da Páscoa ou de aniversário.
- Os clientes [amorosos que só eles] oferecem-nos comida. Claro que também não nos levam broa cozida com pouco sal. São sempre bolos polvilhados com açúcar em pó, são fritos feitos na hora que ainda nos chegam quentinhos.
- Os pais das próprias colegas levam-nos comida. A última vez foram uns suspiros de comer e chorar por mais. Moles, suculentos e maravilhosamente bem caramelizados.
- Uma das minhas colegas é perita em trazer descobertas do supermercado para lanchar. E para partilhar com a malta. É granolas hipercalóricas, é queijos de barrar [e nós não barramos, não, nós passamos a tosta directamente no pacote do queijo e tá a andar], é sumos vindos sei lá de onde, é bolachas, é waffles do Lidl cheios de grãos de açúcar por dentro.
Beeem, como podem ver profetizamos ao balcão uma alimentação saudável e tretas mas lá atrás comemos desta forma. Muito amiga das dietas, não é assim?

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Se não fosse farmacêutica...

... dedicava-me à organização de eventos e ao catering. Adoro organizar jantares, festas e coisas que tais. Adoro pensar na decoração, no que vai haver na mesa, no que é preciso comprar, adoro fazer as listas. Adoro trabalhos manuais, cozinhar e receber pessoas.
No final do mês vai haver uma festa cá em casa, para amigos e família, e estou muito entusiasmada a tratar de tudo. Gostaria de ter mais tempo para fazer algumas coisas com mais pormenor e "à minha maneira". [In]felizmente estou a trabalhar na véspera e até no próprio dia de manhã, pelo que tenho que deixar a minha mãe tratar de tudo e tenho de simplificar o que queria ver apresentado com mais detalhe. Mas mesmo assim, só o que pensei fazer para as mesas, as lembranças que quero oferecer e algumas sobremesas que é necessário fazer já me roubam imenso tempo.
Mas digo-vos - se não fosse farmacêutica, era esta a vida que eu queria para mim.







terça-feira, 7 de junho de 2016

Dramas dos 70 e mais alguns

A minha avó diz que lhe dou um grande desgosto se for viver com o dito-cujo sem antes me casar. Pff. Temos lá dinheiro para nos meter nessa avaria. E eu vou já hipotecar a minha vida por causa de, na opinião dela, "deixar de ser uma menina que sempre foi um exemplo". Só para não ter a ouvir nem me apetece ir lá a casa levar uns medicamentos que ela me pediu. Haja paciência para estas ideologias do arco da velha.