Fiz. Faço. Farei.

terça-feira, 31 de maio de 2016

q u e t r i s t e z a

Estamos a começar o sexto mês do ano - esperava andar de vestidos, de sandálias, de saias, de tops, t-shirts, túnicas e havaianas, casaco só ao fim do dia e de vez em quando... Ando de botas, de corta-vento, saio com guarda-chuva, uso cachecol e durmo de pijama polar. Com meias de lã. Quando é que esta infelicidade termina?!

sábado, 21 de maio de 2016

Tudo a ver comigo ♥

Cozinhar é o mais privado e arriscado acto.

No alimento se coloca ternura ou ódio.

Na panela se verte tempero ou veneno.

Cozinhar não é um serviço.

Cozinhar é um modo de amar os outros.

Mia Couto



Todo mundo no Rock in Rio

Eu cá nunca fui a nenhum festival deste género. Minto... fui uma vez, há alguns anos, ao Marés Vivas. Fui ver os Keane no dia em que também lá estava o Jason Mraz, a Colbie Caillat e a Gabriela Cilmi. Mas fui com o meu pai e a minha tia e com umas amigas de turma. Adorei, mas não vivi o espírito de um festival como viveria hoje, com 24 anos e outro conceito deste tipo de eventos. E vocês? Já foram a essas coisas? De quais gostaram mais e a qual me aconselham a ir pela primeira vez?

Saturday mood - DIY sandals - ou porque títulos em inglês soam sempre melhor







Estou in love com todas. Adoro-as e quero usar muito este Verão! O único senão é que as acho, em geral, muito caras. Até podem ser feitas à mão e compreendo os preços. Mas artesanais por artesanais, faço-as eu!!! Tenho tantas tralhas em casa, desde missangas, berloques, farrapos, lãs, linhas. É só tirar ideias e comprar umas sandálias básicas, simples-mais-simples-não-há, e transformá-las ao meu gosto. Se correrem muito bem ainda me dedico ao negócio! :)

terça-feira, 17 de maio de 2016

meu amigo, companheiro de longas horas

para lidar com algumas pessoas deixo o coração em casa

No Domingo foi dia de comunhão de uma prima. Para a ocasião foram chamados os tios, padrinhos e toda uma multidão. O padrinho da garota é emigrante [e nosso tio emprestado] e chegou, com a nossa tia, na Terça-feira passada. Ele adora-me e, vai na volta, com tantas saudades que não podiam esperar para me vir visitar em casa, arranjaram forma de ir ter comigo ao meu local de trabalho. É uma coisa que detesto, esta mania de me importunar nestes sítios! Menos mal que, desta vez, arranjaram um propósito para ir à farmácia e decidiram comprar umas protecções em borracha para as canadianas da minha avó, que disseram já estar gastas.
Quem os atendeu não fui eu! Quem encomendou as peças para as canadianas não fui eu! Eu só fui cumprimentá-los, dar aquele ar da minha graça - porque eles perguntaram imediatamente por mim à minha colega. A minha tia deixou tudo pago e depois eu trouxe aquilo para a minha avó, tendo mandado pelo meu pai porque não tive oportunidade de passar em casa dela.
Ora então, na comunhão, a sempre querida [not!] e contida [not!] e cheia de razão [not!] da minha avó, frente às irmãs e família-desconhecida-que-só-se-encontra-em-festas-ou-funerais, decide armar-se em parva e berra-me, como se eu tivesse feito uma grande asneira:
- Eu vou-te bater!!! [isto com um canadiana na mão, apontada a mim como arma de arremesso]
- Porquê? - perguntei.
- Porque aquela porcaria que me mandaste não presta para nada! Não vale nada! Aquilo não cabe nas muletas, não é nada daquilo que eu eu quero!!!
E eu pouco ou nada argumentei, apenas deixando claro que não fui eu que encomendei nada daquilo, que se alguém se enganou, foi a pessoa que atendeu os meus tios. Nem sequer dei espaço para mais conversa.
Não fiquei particularmente triste nem chateada. Afinal, não tinha sido eu a tratar do assunto. E esta atitude baixa de me querer pôr mal, de me rotular frente às outras pessoas como uma burra, uma incompetente, uma atrasadinha, não me surpreende nem comove. Enfim... É só uma forma de chamar a atenção - para ela, claro está! -, que nestes dias de festa perde completamente as estribeiras e acha que lhe fica muito bem dizer mal da neta em frente às irmãs, às tias que vêm de longe, ao irmão que não via há meses, a toda uma série de gente da minha família mas que, a mim, não me são nada.