Fiz. Faço. Farei.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Quando uma relação com meia dúzia de meses termina, não me choca. Quando tem um ano ou pouco mais, não me choca também. Quando aquelas relações cheias de paixão, muito mel, muitas fotografias e manifestações amorosas nas redes sociais, quando estas acabam ainda me surpreende menos. As relações de hoje são tão superficiais, tão fugazes, tão efémeras... As pessoas são descomplexadas, resolvem-se rapidamente e se hoje estão com o João e a coisa não funciona, logo haverá um Manuel para ocupar o lugar.
Mas quando uma relação com alguns anos, cinco, oito, duas mãos cheias deles, quando estas terminam - a mim choca-me e parte-me o coração. A mais recente notícia é a da Iva e do Ângelo, que puseram fim a 6 anos de namoro. Casais que "são para casar" porque acabam assim tantos anos de ligação? De histórias? De paixão? De lágrimas? De gargalhadas? De vida em comum?
Deus me livre a mim de tal coisa acontecer. Porque conhecendo-me como me conhecendo, avaliando a minha maneira de ser, os meus princípios e depois de quase meia dúzia de anos ao lado do dito-cujo, eu não sei como seria a minha vida sem ele. Não sei como é estar sozinha, não sei o que é não ter aquela pessoa, aquela companhia, aquele sentimento tão bom e único que é o de me sentir completa.
O fim da minha relação é algo que nem quero imaginar, uma situação pela qual nunca quero passar. E fico destroçada quando dou conta que as relações, por mais que nos pareçam firmes e indestrutíveis, cimentadas pelo tempo, às vezes podem ruir e lá se vai tudo num sopro...

terça-feira, 10 de maio de 2016

Ansiosa...

Eu nunca comprei um livro pela Internet. Um livro é aquele objecto que eu gosto de pegar, de observar de perto, de apreciar a capa, ler a parte final [é inevitável] e só depois de sentir que pode ser uma boa escolha é que decido comprar. Ou não.
Há muito mas muito tempo que não compro um livro. A razão é, pura e simplesmente, o preço deles. Até posso fazer um esforço por perceber o seu preço mas, ainda assim, continuo a achar que 20 euros é muito! Pelo menos para a minha carteira...
Ontem, deitada no sofá a jogar no telemóvel, não sei porque razão, bateu uma saudade enorme de ler um livro. Eu adoro ler e, porque há muito que não compro um, nunca mais me dediquei a fazer uma coisa que adoro e que, certamente, me é mais benéfica do que estar constantemente agarrada ao smartphone. Infelizmente, sou uma vítima das novas tecnologias e quase me esqueço do prazer que é ler um bom livro. Da vontade que é ler só mais uma página. De querer devorar o texto para não perder pitada. De me sentir parte do enredo. De chorar, de rir, de ficar a pensar na mensagem que o livro transmite.
Bem, foi para vencer os maus hábitos do presente e matar saudades da leitura que abri uma conta na WOOK, recebi imediatamente 5 euros de boas-vindas e pimbas!, comprei um livro da Sveva Casati Modignani, uma das minhas autoras favoritas. Por 10 euritos fiz a festa e ainda tenho a sorte do livro me vir ter a casa em menos de nada. Amanhã já conto recebê-lo e mal posso esperar.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

da saga do bacalhau

Na Segunda-feira fui a casa do dito-cujo. Estava no sofá, descansadamente a ver um programa qualquer, quando ele vem da cozinha e me pergunta:
- Já sabes o que vai ser o jantar?
- Não. Vai ser o quê?
- Bacalhau! Bacalhau à Brás.
- Proooooonntooo. Se é dessa maneira ainda marcha...

Hoje a minha mãe está em casa e está a tratar do almoço para nós as duas. Pergunto-lhe:
- Mãe, o que vais fazer para comer?
- Bacalhau à Gomes de Sá.
- Pronto, está bem. Já percebi.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Coisas pelas quais sou doida #4


Oh-meu-Deus!!! Só de estar a olhar para estas imagens fico a salivar!!!

Eu sou doida por azeitonas, até meto impressão. Para mim, haver azeitonas na mesa é meio caminho andado para não parar - e não parar é MESMO não parar - de as comer. Até elas acabarem. E não me dando por satisfeita, mesmo quando não há mais, fico com um nervoso miudinho porque queria continuar a petiscar (mas não posso porque acabaram!!!) e aquela vontade de querer só mais uma cresce que nem uma bola na garganta. É que mais do que gulosa, sou viciada nestas pequenas maravilhas criadas por Deus.
Eu gosto das pretas, das bical, das retalhadas, daquelas sem caroço, das recheadas com pimento vermelho, das verdes, das pequenas, das grandes, das compradas, das curtidas em casa, vai TUDO. Azeitonas são azeitonas e para mim são todas deliciosas. E um pecado mortal quando estão por perto. Agora vou indo, que a minha mãe comprou azeitonas...

terça-feira, 3 de maio de 2016

histórias de uma estagiária #3

Hoje atendi um cliente espanhol. Vinha com uma receita de medicamentos para as dores musculares. Percebi logo que era espanhol, apesar da própria fala dele ser estranha e pouco perceptível. Fiquei naquele impasse - falo espanhol ou faço de conta que não sei e falo português?, ele que perceba se quiser.
Decidi que devia falar espanhol, apesar de me sentir envergonhada pelas pessoas. Mas depois fiquei ainda mais envergonhada porque senti que se me olvidó tudo. Passados 6 meses, lá se foi a língua espanhola. As minhas colegas dizem que até me safei bem, mas cá no meu entender safei-me mal para caraças.
Pelo menos acho que o cliente ficou a perceber como devia tomar os comprimidos, mas gostaria que o idioma me saísse mais fluente. Afinal, não era um discurso nada difícil nem vim de Espanha assim há taaanto tempo. Baaaah!!!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Aquela vida muito ocupada!

A proeza de viver no mesmo prédio da farmácia, ter uma vida de reformado e vir comprar coisas às 20h28 quando a farmácia encerra às 20h30.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

É que é mesmo verdade!


Às vezes penso que na minha vida, tal como talvez nas vossas, já houve pessoas com quem me dei muito bem, amizades fortes e bonitas, amizades que achava que podiam durar sempre. Mas agora olho para trás e concluo que algumas dessas pessoas ficaram nesse mesmo sítio - lá atrás. E ainda bem!
A vida foi-me mostrando que não precisava delas, realmente. Que não era feliz [ou mais feliz] por tê-las do meu lado. E, em alguns casos, até era bem mais infeliz e sempre metida em atritos ou quezílias. Final e felizmente fui-me livrando delas, embora se nos cruzarmos ainda existe aquela conversa de circunstância, aquele "Olá, tudo bem?". Mas nada mais do que isso.
Percebi que, se é para nos metermos em jogos, em historietas e se é para andarmos sempre a entrar em conflito, mais vale cortar o mal pela raiz. Nunca me zanguei com ninguém mas fui-me dando ao silêncio e a uma distância que, hoje mais do que nunca, me é substancialmente melhor do que ter aquelas pessoas na minha vida. Se não for para ser feliz, não vale a pena insistir.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Maravilhas do supermercado #2


Gentes

Há vários tipos de pessoas no Facebook.
Há aquele tipo mete-nojo que não faz mais nada que é publicar fotos e frases no perfil. Tudo o que faz, sítios onde vai, coisas que come, opiniões sobre tudo o que se passa no país e no mundo. É o tipo de gente que não tem nada que fazer na vida, caso contrário não publicariam cenas a todas as horas do dia. Também aqui se incluem, certamente, solteiros e gente com falta de atenção dos parceiros, encalhados e por aí fora. Demasiado tempo livre...
Depois há aqueles mais-ou-menos. Embora gostem de anunciar onde andam e o que fazem de especial, não são incomodativos nem ridículos como os anteriores. Este tipo gosta do sentimento dos gostos e dos comentários dos amigos quando partilha que vai aqui ou acolá. Não se sabe tudo sobre eles, mas um fim-de-semana fora do normal, uma viagem a um sítio novo, uma saída com amigos ou uma comida diferente são sempre objecto de publicação. Estes, apesar de tudo, toleram-se.
E depois há os que têm Facebook só-porque-sim. Por razões de trabalho, por causa da utilidade dos grupos, para ver notícias e, claro, para saber das vidas dos outros tipos, que não se podem queixar destes serem coscuvilheiros porque, afinal, são eles que se escarrapacham nas redes sociais. Este é o tipo que nunca publica nada, nunca partilha nada e cujo perfil não tem nada de novo nem interessante há mais de um ano!
Eu estou ali na linha que separa o segundo tipo do terceiro. O meu perfil é capaz de estar igual há uns três meses. Não altero a foto de perfil desde Novembro. Nunca publico nada quando passeio, não partilho onde é que ando nem mesmo se sair do país. Às vezes, muito raramente, publico uma foto já tirada há muito tempo mas sempre sem legendas nem localizações. E quando alguma música me toca em particular, se estiver bem-disposta nesse dia, sou capaz de a partilhar no perfil. De resto, não faço mais nada a não ser jogar Candy Crush, ler notícias, seguir imensas páginas de coisas diferentes, ver infografias e vídeos, atacar-me de rir com as coisas que outras pessoas publicam e já está.
E vocês, de que tipo são?

sexta-feira, 22 de abril de 2016

50 meses


Eu tenho um amor. Que é o meu maior e melhor amor.
Obrigada por tantos [mas tão poucos] meses ao teu lado.