Fiz. Faço. Farei.

terça-feira, 29 de março de 2016

... já para não falar que eu odeio amêndoas de chocolate, não gosto de ovos da Páscoa e não aprecio bolo da Páscoa ou folar.

Balanço desta Páscoa

O dia de Páscoa era um dos meus dias do ano favoritos. Saía pela rua a beijar a cruz em quase todas as casas da minha aldeia, comia um bocadinho em cada paragem, via imensa gente e até o cheiro das ruas nesse dia era agradável - cheirava às flores da Páscoa e a alecrim. Era um dia cheio de Sol e de reencontros com a família e os amigos que me traz boas recordações.
Hoje tudo mudou. Já não há pessoas na rua, já não cheira a alecrim nem muito menos tenho vontade de ir pela rua e entrar em casa das pessoas que não vejo durante o resto do ano. A tradição já não é o que era, por mais cliché que isto seja.
Para mim, mais do nunca, a Páscoa deste ano foi um verdadeiro frete. No Domingo é a Páscoa da minha aldeia e eu nem de casa saí. E ontem foi a Páscoa da terra do dito-cujo e, como vos digo, não foi nada de especial. Sobretudo porque estava um dia feio e chuvoso e porque se esta tradição já não significa nada para mim na aldeia que me viu crescer, muito menos posso gostar dela na terra dos outros.
Movida pelo espírito das férias escolares e por ver que todos os famosos foram gozar uns dias nos Algarves, no Sul de Espanha e em Bali, decidi que, para o ano, se já tiver ordenado, vou fazer o mesmo. Na Páscoa ninguém me apanha por estas bandas e vou apanhar Sol para uma qualquer praia desse mundo fora. Oh se vou!

terça-feira, 22 de março de 2016

Que não me falte a vontade

Já disse aqui no estaminé, várias vezes, que sou amante da cozinha. Que adoro cozinhar, que essa é de longe a minha grande paixão. E também já disse algumas vezes que quero muito, cada vez mais, ir viver com o dito-cujo.
Pois agora conto-vos que uma das [muitas] razões porque tenho imensa vontade de dar este passo e construir o nosso lar é que eu quero muito cozinhar para ele. Quero preparar as nossas refeições com todo o amor e dedicação que eu tenho pela comida e claro, com todo o amor e paixão que tenho por ele.








segunda-feira, 21 de março de 2016

Sobre ser prima direita dos primatas

Eu sempre tive muito pêlo. Dizem os que me conhecem desde que nasci que eu vinha com uma cabeleira bem forte, bem preta e bem capaz de fazer inveja a muitas outras raparigas acabadas de nascer, depenadas que nem galinhas. Esta genética acompanha-me desde aí e hoje, com 24 anos, ainda sou prendada com pêlos terríveis em todo o lado. Ele é buço, é axilas em comprimento de uns 10 a 12 cm, é a linha do umbigo (o chamado "caminho da felicidade"), é virilhas tipo cabeleira de palhaço, é pernas e até na parte superior do pé e nos dedos eles aparecem.
Claro que os pêlos são uma coisa terrível e todos os sítios são maus para os ter. Eu tenho a triste sorte de os ter em toda a parte, ao ponto de ficar envergonhada até na hora de ir à depilação. Mas à minha maneira cá vou dando conta deles - ora arranco com a máquina, ora vou à esteticista fazer com cera, é conforme. Mas há um sítio que é pior deles todos: a FACE. A cara é o nosso cartão de visita e está SEMPRE exposta! Ter um buço como o meu é a pior infelicidade da minha genética e, por isso, decidi seguir o conselho de uma colega e ir fazer a depilação com luz pulsada.
Fiz a primeira sessão na semana passada. Claro que ainda não noto nada, pelo contrário. Antes de aplicar a luz é necessário rapar o pêlo com a gilete para evitar queimaduras e, como tal, os pêlos começam agora a nascer com um vigor ainda mais perigoso do que antigamente. Esta é a pior parte do processo, já que antes do pêlo começar a enfraquecer e começar a cair [o que só vai acontecer daqui a umas sessões] tenho de o ir cortando e ele, além de nascer mais forte e preto, pica que nem a barba de um homem.
Vamos ver se vale a pena investir neste método e esperar que o meu corpo reaja bem a este tratamento. Li alguns artigos sobre os perigos da luz pulsada e não vi grandes inconvenientes nem riscos associados. Mas a resposta de cada mulher depende de muitos parâmetros e eu só tenho receio de nunca conseguir resolver este problema que tanto me perturba e afecta a auto-estima.

sábado, 5 de março de 2016

des(abafo)


Às vezes olho-me. E odeio-me.
Não gosto de como me vejo. Interiormente. Olho-me por dentro e repudia-me a pessoa que sou. Não faço mal a ninguém. Não sou de esquemas. Não sou de mentiras. Não passo por cima de nada nem de ninguém para chegar onde quero. Mas parece que também não faço nada para chegar onde quero. Calma, mas afinal onde quero chegar? Nem a isto sei responder. Que pessoa sou eu? Não gosto de mim. Sinto-me má pessoa. De mau carácter. De má fé. Má companhia. Porque me zango. Porque me chateio sem saber o motivo. Porque me aborreço. Respondo mal. Sou monossilábica. Não quero me que chateiem. Faço birras. Não quero falar. Não quero pessoas a falar para mim. Recuso sair com os meus amigos. Recuso os convites do meu namorado. Falo-lhe pouco e com três pedras na mão. Sinto-me carente. Quero atenção. Sou contraproducente. Quero que me compreendam. Que me respeitem. Que me deixem estar. Quero silêncio. Quero uma ilha só para mim. Quero paz. Quero gostar de mim. Quero olhar-me e sorrir. Quero amar-me.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Apesar de tudo.

Apesar das boas memórias. Apesar das boas histórias. Apesar das férias em conjunto. Apesar das festas. Apesar das conversas pela noite fora. Apesar das idas ao futebol. Apesar das danças. Apesar das fotografias. Apesar dos beijinhos. Apesar das chamadas telefónicas. Apesar de tudo... ainda bem que algumas pessoas já não fazem parte da minha vida.
Pergunto-me se, para elas, o que descrevi alguma vez existiu realmente. Quanto mim, foi verdadeiro e profundamente sincero. Mas se era para ser ilusão, ainda bem que acabou.
Apesar de tudo, é melhor assim.