Fiz. Faço. Farei.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Caixa de óculos

Vocês nunca tiveram aquela pancada de adolescência que era querer partir um braço para andar com o gesso todo grafitado pelos amigos? Ou partir uma perna só para poder andar de moletas e ter alguém que vos levasse o tabuleiro?
Eu acho que cheguei a desejar-me isto, coitada de mim! Mas nunca quis o [des]prazer de usar óculos, não sei porquê. Se calhar, porque já sabia que pertencer ao mundo dos pitosgas é uma grande seca. Então:
1. Primeira parte complicada é escolher a armação e o tipo de óculos. Armações em massa, armações de marca branca ou de grandes marcas, a cor, a forma, se gostamos de nos ver com este ou aquele modelo. Ufff, tarefa difícil.
2. Depois chegam os óculos já feitos à tua medida, a tua graduação e tu colocas aquilo e ainda vês pior que sem eles. Eu senti-me como se estivesse no piso superior ou como se as sapatilhas fossem de salto alto. Enquanto uma pessoa não se adapta é o cabo dos trabalhos.
3. Comer sopa, beber café ou soprar qualquer coisa quente... esquece! Instala-se um nevoeiro que não se pode.
4. Em dias de chuva é outro festival. Chove nas lentes, fica tudo pintalgado e tu sem ver nada.
5. Os óculos são novos, estão à tua medida e ainda nem sequer tiveram tempo de alargar nas hastes, mas mesmo assim passam a vida a escorregar aqueles 0,5 cm pela cana do nariz abaixo.
6. Já me disseram que é melhor não adquirir tiques. Aquela mania de querer compô-los com caretas e jeitos faciais um bocado tortuosos é capaz de ser má ideia. Mais vale mesmo subi-los com a maozinha.
7. A limpeza e a transparência que desaparecem 2 minutos depois de os limpares com spray, com o paninho e com toda a tua paciência.
8. Mais um objecto que terás de procurar na mala. A mala de uma mulher já é todo um universos de coisas perdidas e dificilmente encontráveis à primeira. Agora junta-se mais uma caixa que, para mal dos teus pecados, está sempre no canto oposto àquele onde a meteste.

Who cares? Astigmatismo e um par de óculos a marcar o meu início de 2016. Pelo menos foram-se as dores de cabeça!

I have no time

Ando a queimar tempo na farmácia, a ver se reponho algumas faltas que fui dando e porque, a bem da verdade, gosto mesmo de lá estar. Chego a estar lá mais de 10 horas.
Chego a casa tarde, muitas vezes com outras tarefas ainda por cumprir e adivinhem só em que fase estamos... a de pesquisa de artigos para a monografia {vulgo, tese}. Pois é minhas caras amigas, a minha saga começou ou está para começar.
A juntar a isto, faço parte de uma juventude partidária [parva, fui aceitar uma coisa destas nesta altura] que está em modo campanha para eleições, a malta anda toda incendiada com merdas que me passam ao lado mas aceitei fazer parte da equipa e, por isso mesmo, quando me toca fazer qualquer coisa, não posso recusar ou fugir ao prometido.
E depois [porque isto não acaba!] sou mordoma da festa da aldeia.
Portanto, e como podem ver, o tempo que tenho para redes sociais é nulo [FIXE!!!], aqui para o blogue é nulo e a ver vamos se para respirar me sobra qualquer coisa.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Bom dia, em que posso ajudar?

Estava a começar a ficar chateada com o meu estágio porque, ao fim de dois meses de um estágio que dura 4, ainda não tinha feito atendimento ao balcão. A parte mais importante do percurso, o lugar onde mais se aprende, o frente a frente com o doente e o medicamento - estava a ver tudo do lado de lá, sem poder intervir, como se não fosse para isso que eu ali ia todos os dias.
Finalmeeeente, hoje estreei-me! Graças a outros estágios que já tinha realizado mas, sobretudo, graças a uma equipa MARAVILHOSA que me acompanha e ajuda naquela farmácia, foi muito fácil lançar-me aos leões, incluindo já ter feito atendimentos totalmente sozinha e sem dúvidas de estar a fazê-los bem.
Esta era a parte por que eu tanto ansiava. Era aqui que eu queria pôr-me à prova, treinar-me, desafiar-me, sair da minha zona de conforto. Porque até podemos saber de cor para que servem todos os medicamentos [é mentira, é mentira, é mentira sim senhor!!!] mas o atendimento é muito mais do que saber o que estamos a ceder ao doente. Estar deste lado é todo um mundo, toda uma experiência, toda uma aprendizagem.
É um mundo que eu comecei hoje a descobrir e ao qual espero nunca deixar de pertencer.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Coisas pelas quais sou apaixonada

Vocês já sabem que eu adoro fotografar. E sabem que eu eu adoro fotografar a Natureza em geral, as paisagens e as flores. Mas acho que nunca por aqui comentei que adoro cogumelos e, de paixão, adoro fotografá-los.
A Natureza é mesmo fantástica e eu, grande parte das vezes, não consigo saber de onde vem esta capacidade de criar seres tão maravilhosos.




domingo, 3 de janeiro de 2016

eu cá não sou destas coisas

É raro fazer resoluções por esta altura, só porque o ano velho se foi e começamos mais um. Contudo, este ano, mais do que em qualquer outro, tenho vários objectivos por alcançar e, por isso, partilho com vocês algumas coisas de que quero ver cumpridas em pouco tempo.
- A primeira de todas é TERMINAR O CURSO. Desde 2010 que sou estudante universitária e quero ver se 2016 é o ano em que deixo de ter somente o 12º ano e passo a ser alguma coisa.
- Fazer um contrato de TRABALHO ou, já que assim diz a praxe, arranjar um estágio profissional.
- Começar a ir ao ginásio. Cada vez tenho mais quilos e cada vez mais sinto que preciso de saúde. E isso só pode acontecer se me convencer de que TENHO DE FAZER EXERCÍCIO FÍSICO.
- Poder oferecer um presente de 25 anos de casamento aos meus pais.

Assim muito resumidamente, estas são as coisas que eu mais quero para o ano que agora começa. Que não me falte vontade, esperança e saúde.
Tudo o que vier a mais, é bónus. Bom ano para todos vós aí desse lado!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Sugar? Yes, please

Não sei se já por aqui o comentei alguma vez, mas eu não sou nada gulosa. Ponham-me uma mesa de bolos, sobremesas e todas as guloseimas que possam imaginar e uma mesa de aperitivos salgados e vão ver-me a correr para os salgados. Nunca fui açúcar, sempre fui muito sal.
Mas não sei o que se passa comigo que, nas últimas semanas, ando uma gulosa do pior. Creio que já comi mais doces esta semana do que no resto do ano.
Sabem aquela gula de coisas docinhas, aquela necessidade de ingerir algo com açúcar? Pois... Essa coisa tem-me estado aqui a latejar a toda a hora! Estou a ficar preocupada porque eu sou do tipo "quero e como", sem sentimentos de culpa. Mas claro que, daqui a uns tempos, vou-me pesar e talvez me lembre que devia ter fechado mais vezes a boca.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Reboliços de uma estagiária

Como sabe quem me lê habitualmente, estou a fazer o estágio curricular na farmácia, o qual comecei em Novembro. Para já, e para minha grande preocupação, ainda não estou a fazer atendimento ao balcão, embora o vá começar a fazer dentro em breve. Gostava de já dominar, mas vamos com calma a ver se vamos bem...
Quanto ao que tenho feito e aprendido, estou naquela fase em que quando chego já sei quais são as minhas funções e faço-as com total autonomia e liberdade. Para as minhas dúvidas e perguntas, há sempre alguém prestável e disponível para esclarecer. Gosto de todos ali e tenho-me sentido cada vez mais integrada dentro da equipa.
Entretanto, já tenho orientador para a monografia e fiquei com alguém da área das Plantas. Andamos em conversação para decidirmos sobre o tema que irei desenvolver mas preciso da opinião da DT e tem sido complicado estar com ela. Por isso, sinto que tenho cada vez menos tempo para adiantar a minha vida e, como tal, não sei quanto acabo o raio do curso. Parece que não vejo fim a isto e sou alguma coisa!

Que tal o vosso Natal?

O meu foi levezinho em tudo, excepto em comida. Poucos presentes [embora um muito especial] mas bastante amor, sossego e paz. Passei uns dias felizes, bem acompanhada em família e com o dito-cujo.
O Natal era uma época especial, na qual me sentia absolutamente diferente, como se toda a magia desta quadra se criasse dentro de mim. Com a idade, esse sentimento bom foi substituído por alguma nostalgia e indiferença, não sei bem se porque cresci ou se porque a família que era grande passou a ser mais pequena e contida.
Contudo, com o passar do tempo, também considero que o mais importante desta celebração é olhar em volta e ter a família reunida, feliz e com saúde. Falta só o avô, mas aposto que olha por nós de alguma forma. E ter amor para dar e para receber faz do Natal aquilo que queiramos que ele seja.