Fiz. Faço. Farei.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

madrugadas tristes

De dia, ocupada e entretida com as aulas, com as pessoas e com a minha vida, parece que nada se passa. O dia-a-dia rouba tempo ao cérebro e, assim, não se vai pensando em coisas más, em problemas, em chatices.
Mas à noite, quando me deito e o que mais quero é desligar, a tristeza instala-se e não me deixa dormir. Sinto-me sozinha, infeliz e deslocada - do mundo e das pessoas. Não sei o que se passa comigo mas sei, com cada vez mais certeza, que não estou bem aqui. Queria tanto ir embora, procurar um sítio onde me sentisse realizada e feliz. Mas que é da coragem?

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

E tu, já doaste sangue alguma vez?


Hoje fui dar sangue, oficialmente, pela primeira vez.
Há algum tempo fui [tentar] dar mas, infelizmente, a recolha teve de ser interrompida porque o meu sangue não fluía. Andava de dia em dia para ir novamente e, quando dei por mim, já tinham passado dois anos! Não podia passar de hoje, afinal tinha uma campanha de doação aqui mesmo ao pé de casa.
Lá fui até ao local, preenchi o questionário devido, fiz a triagem com um médico, por sinal, muito simpático [e giroo!] e, antes da colheita, só tive de beber um café para subir a minha tensão de passarinho. Depois foi acomodar-me na maca e, em menos de nada, estava a tomar um lanche que as meninas da organização, muito prontamente, ofereciam aos participantes.
De facto, não custa absolutamente nada. Quem for mais sensível pode, simplesmente, virar a cara e não ver o procedimento. A dor que, eventualmente, se sente é controlável e as agulhas não são nenhum bicho-papão. Por isso, se ainda não foram doar sangue por estes motivos, do que estão à espera? Aquilo não custa nada e, acreditem, saber que podem salvar a vida de alguém é a maior recompensa. Só espero que o meu sangue possa ser útil! Lembrem-se... um dia podemos ser nós a precisar!

sábado, 5 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

viciada


inteirinha para o meu amor.

pois, realmente há que ver as coisas por vários prismas

Há uma grande diferença entre perder alguém ou ver-se livre de alguém.

Diz que o drástico é que resulta

E parece que diz bem. Cá em casa, tive de impor regras "drásticas" de maneira a conseguir a colaboração das colegas nas limpezas e arrumação da cozinha. Fui sempre boa e condescendente e no que é que isso deu? Balbúrdia a toda a hora. A nossa cozinha assemelhava-se a um campo de batalha. Era loiça suja e lavada em cima das bancadas, aparecia de tudo no ralo do lava-loiça, lixo a transbordar do caixote e mais coisas que não importa referir.
Disseram-me que, se fosse sempre amiguinha, nunca ia conseguir chegar a lado nenhum. Então transformei-me em Gordon Ramsay [sabem, o mauzão da "Hell's Kitchen"?] e, até ver, andam a portar-se muito bem. Anda tudo mais limpo, asseado e arrumadinho, tal como se quer.
Por enquanto, não quero pôr os foguetes antes da festa porque, na prática, ainda não ouve tempo para perceber se as medidas vão resultar. Mas depois começo a pensar que, na vida, eu também devia ser drástica, sobretudo quando as pessoas fazem de mim parva. Não devia ser má [não sou nem conseguia ser] mas devia impor mais "regras" porque a verdade é que nós somos tratados como deixamos que nos tratem.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

terça-feira, 1 de outubro de 2013

começar a entrar


não vou continuar a ir atrás. não vou tentar muito mais vezes. perdeste a oportunidade que te dei de mão beijada. eu estou a sofrer pela falta da nossa amizade, mas sei que vai passar. e tu, só mais tarde, vais sentir a falta que te faço. também te vai custar, afinal sempre precisaste mais de mim que o contrário. mas quando te lembrares de mim já vou estar de cara lavada e coração livre. aí, podes ter a certeza, perdeste-me.