Fiz. Faço. Farei.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Férias (não) são férias

A pior coisa de crescermos e nos tornarmos adultos é ter de tratar dos nossos próprios assuntos. Ainda ontem, em conversa com uma amiga, eu dizia que tinha medo de não resolver tudo o que devia, de não ser suficientemente responsável. É mesmo isto que sinto: tenho receio de deixar ultrapassar prazos de pagamentos, medo de receber multas em casa por não pagar coisas que nem sabia que devia comprar, and so on.
Em três anos de ensino superior, sempre tratei de tudo o que dizia respeito às matrículas, às candidaturas ao alojamento e às bolsas. Às vezes, com ajuda e conselhos de pessoas em quem confio. Mas sempre fiz tudo sozinha e sujeita às consequências dos meus próprios actos e (ir)responsabilidades.
Quando as férias começam, o meu maior alívio é saber que não tenho esse tipo de tarefas para tratar, pelo menos, durante umas boas semanas. Penso eu, ingenuamente! A verdade é que acabo por ter sempre coisas para resolver e que não me dão descanso. Candidaturas disto e daquilo, pagamentos e comprovativos. Estas coisas tiram-me o sono. Por mais que eu tente estar atenta a todos os prazos, por mais que eu tente resolver tudo a bem, há sempre algo que me escapa e que, passado algum tempo, me foge de controlo.
E mesmo quando penso que vou estar descansada durante Julho e Agosto, engano-me redondamente porque isto de ser adulto e ter assuntos para tratar parece que nunca acaba e, pior, nem sequer tira férias.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

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18. As pessoas vão tratá-lo da forma que as deixar
Está nas suas mãos o poder de determinar como as pessoas o vão tratar. Rodeie-se de pessoas positivas, bem formadas e divertidas, e mantenha as negativas ou abusadoras à distância. Esta é a forma de ter uma vida mais agradável.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Do avesso

Por um lado temos esta notícia, que nos diz que o Governo vai cortar as ajudas às Universidades. Falamos do ensino público, esse que tem visto centenas de estudantes a desistir dos seus sonhos e de concluir cursos porque as bolsas lhes são negadas, porque não conseguem suportar as despesas, porque têm de passar fome para comprar sebentas. Por outro lado, temos esta notícia, dando conta que há dinheiros do Ministério da Educação a financiar colégios privados.
Afinal, o dinheiro que nos é roubado, a cada ano, nas bolsas de estudo, nos custos cada vez mais elevados dos documentos, das taxas de matrícula e no alojamento em residências universitárias está a ser canalizado em escolas de meninos ricos que pagam centenas para lá andarem.
É este o meu país! É este o país que me pede cada vez mais sacrifícios para depois meter o dinheiro dos meus pais nos colégios privados. É este o país que, no fim de tudo, me vai mandar procurar emprego noutro país qualquer porque o meu lugar já foi ocupado pelo filho do Dr. Cunha que, por acaso, frequentou o colégio que recebeu o dinheiro dos impostos dos meus pais.

Entretanto, estou viva

No meio da falta de vontade de escrever, tenho estado muito pouco ligada ao mundo virtual. Ora vou acompanhar a minha avó às consultas, ora passo o dia fora de casa, ora o meu computador decide estragar-se... Agora volto e vejo que, na recta final das férias, todo o mundo está fora de Portugal; começam as notificações no grupo do curso, o que me irrita profundamente porque, apesar de aberto o período de matrículas, ainda estamos de férias; continua acesa a polémica Judite de Sousa vs. Lorenzo Carvalho. Pronto, por aqui é isto que se passa. A bem dizer, acho que me vou afastar mais uns tempos [ou não]!!!

domingo, 18 de agosto de 2013

Hora da verdade

Engulo o orgulho e sobra-me sempre uma ponta de consideração e carinho pelos outros. Mesmo que esses outros sejam os mesmos que, há muito, não sabem o que é ter respeito por mim.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A relação pai e filha

Ontem um primo meu, já casado e com um casal de filhos, disse-me que quando a filha começasse a namorar lhe ia custar muito. Tudo começou quando um outro tio falou do dito-cujo e, no decorrer da conversa, alguém perguntou ao meu pai "então o teu futuro, o namorado da tua filha, tem boa adega ou quê?" e o meu pai respondeu "ela tem namorado?". Ficaram todos a olhar, meio surpreendidos e com cara de caso. Eu torci o nariz e franzi o sobrolho, numa de descontente com a "piadinha", o que deu o mote para o tal diálogo com o meu primo. Disse-me aquilo e até gesticulou, batendo forte com a mão no peito, dando a entender que, quando acontecesse, ia ser uma facada para ele. Perguntei qual a razão de tal sentimento, ao que ele me responde:
- É difícil, tu não percebes. Ela só tem 7 anos mas, quando penso nisso, até fico doente. E quando ela tiver a tua idade vai ser um problema. Quando for o irmão, não, mas quando for ela... Ai vai custar e muito!
- Mas qual é o mal de namorar? Eu não entendo mesmo... Tu também já não namoraste? - perguntei eu.
- Mas é diferente, não é a mesma coisa. Ela é minha filha! Eu espero que tu tenhas filhos e quando eles crescerem, se um dia me lembrar desta conversa, pergunto-te como é que são as coisas.
Tudo bem. Até compreendo porque eu não sou mãe e, no entanto, sou um bocado galinha com estas coisas dos namoros relativamente ao meu irmão, que tem 16 anos. Mas bolas, isto não faz parte do crescimento e desenvolvimento das pessoas? Não é normal descobrir estes sentimentos? É diferente quando são os nossos filhos, mas aí há que retornar ao passado e pensar como era quando tínhamos aquela idade.
Os tempos eram outros mas os meus pais conheceram-se muito novos: a minha mãe começou a namorar com 16 anos [eu, com essa idade, ainda nem saía à noite!]. Os meus avós não gostavam dela e o meu pai até saiu de casa porque se zangou com o meu avó!
Eu tenho 21 anos e sempre fui uma santinha. Eu não sei o que é sair de casa a meio da noite, por uma janela, às escondidas dos meus pais. Eu não sei o que é andar com os amigos sem os meus pais saberem. Eu não sei o que é ir a uma festa ou ir dormir a casa de uma amiga sem pedir autorização ao meu pai. Nos dias de hoje, claro que já faço muitas coisas sem pedir. Mas, pelo menos, informo e, se vir que a ideia não lhe agrada, fico logo de pé atrás e desisto de ir. Nunca o contrariei ou desobedeci nem sequer lhe fiz frente, mesmo não tendo concordado com muitas decisões dele. Basicamente, posso dizer que sou a filha certinha e cujos pais se podem orgulhar de dizer que nunca fiz nada que os envergonhasse.
Quanto a namorados... Bem, o meu pai nunca se mostrou contra o meu namoro, nunca me proibiu de fazer nada com o dito-cujo nem disse nada que, efectivamente, desse a entender que não gostava dele. Mas quando faz o tipo de comentários como o que fez ontem deixa-me a pensar. Às vezes não sei se ele gosta muito dele. Já ouvi, várias vezes, comentários que desgosto mas, normalmente, são sempre em ambientes de festa familiares. A verdade é que só diz estas coisas quando está com os meus tios e com os meus primos mais velhos. Fora disso, nunca o ouvi dizer nada de mal. Não sei se deva pensar que isto é apenas aquele ciúme de pai, que é somente por ser galinha ou se é mais do que isso. Mas mesmo que seja, não entendo quais os motivos. É para impor respeito? É para dar a entender que eu sou dele e não sou de mais ninguém?
O meu pai é caçador. Como é de prever, qualquer assunto sobre o namorado, mete "caçadeiras e mato à porta", "uma chumbada numa perna só para assustar", etc e tal. O que é isto? Comentários de pais que, apesar disto, só querem o melhor para as suas filhas? Ou custa-lhes mesmo saber que as suas meninas namoram? Sabem aqueles cartoons que ilustram o que pensam os nossos pais quando estamos com o namorado? Será que o meu pai é desses que pensa que, quando saio para namorar, vou-me enfiar num sítio qualquer a fazer sexo? Será que ele pensa que o meu namorado só se quer aproveitar de mim, abrir-me as pernas e depois me manda ir pastar? Que medos são estes que os pais têm? Ontem, o meu primo chegou a dizer que, quando chegasse a idade da filha entrar nestas andanças, ia tirar um curso de caçador, nem que tivesse que estudar um ano ou comprar a espingarda mais fraca da loja! Mas é preciso tanto? Há necessidade de ser assim, ainda que tenha dito aquilo por gozo? O que eu lhe disse foi que nada disso é preciso se ele conhecer a filha que tem.
E é mesmo nisso que eu acredito e em que espero acreditar quando for a minha vez de ser mãe e passar por isto. Crescer, namorar a brincar e depois mais a sério é normal, é sinal de desenvolvimento e maturidade. Se conhecermos quem temos em casa, se confiarmos e soubermos ensinar e educar, porque havemos de nos consumir? O meu pai sempre me ensinou e respondeu a todas as dúvidas sobre sexo. Um dia até lhe perguntei o que era um broche. Por estas palavras! E ele explicou-me o que era, sem rodeios nem hesitações. E agora ele é que se choca com o facto de eu namorar? Eu fiz sempre a minha parte e posso garantir que sou a filha que muitos pais gostavam de ter. E os filhos são como pássaros, sempre chega o dia em que querem voar e sair do ninho. Para já, eu só quero voar, mas espero que não me queiram cortar as asas.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tola! Tola! Tola!

Ando eu a pensar em problemas com os "amigos", em coisas más, a dar importância a pessoínhas... Que tal pensar que falta menos de um mês para isto? Não é muito melhor e mais engraçado? Nós somos o que queremos.