Fiz. Faço. Farei.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

# dez - ERASMUS UAH

Primeiro dia de estágio no serviço de Farmácia Hospitalar.
Começamos por ter uma "aula" sobre gestão. É a chefe do serviço, la jefa, que nos fala deste tema, sobre o qual estamos a manhã toda a discutir. É ela quem trata de toda a gestão dentro da farmácia, desde quantidades que se compram, que tipo de medicamentos se compram, quais os factores que fazem optar por uns e não por outros, tudo isso.
A área da gestão económica é das que me diz menos respeito. Não gosto da parte económica, não gosto de avaliar compras, preços, ofertas e descontos nem muito menos gosto da vertente comercial. Mas ela existe no meio farmacêutico e é tão importante como outra qualquer e, por isso, temos de a aprender.
Esta semana e a próxima é nesta secção do serviço que vou estar. As minhas rotações são feitas de duas em duas semanas e vou trabalhar com esta farmacêutica durante os próximos dias. Com ela e com a D. e o P., dois dos colegas estagiários.
Estivemos a fazer exercícios práticos e, já depois das 11h, fizemos a pausa para comer. Sentia-me a desfalecer. Não estou habituada a estar muuuitas horas sem comer, e isso nem sequer é saudável. Aqui parece que as pessoas não comem... Devem tomar o pequeno almoço em casa, tomam um café a meio da manhã e depois "almoçam" quando despegam, quase às quatro da tarde. Não gosto nada destes horários mas não sei se vai ser assim sempre.
Entretanto, e até ao fim do dia, andámos pelo serviço a ver o que as pessoas fazem. Estivemos a acompanhar a saída dos medicamentos para os doentes das camas, a ver como funciona o robot de dispensação, entre outras tarefas observacionais.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

# - ERASMUS UAH

Neste momento, escrevo-vos de Alcalá de Henares, uma cidade que fica a cerca de 30 Km de Madrid. Vim para realizar um estágio num serviço de Farmácia Hospitalar, no âmbito do programa ERASMUS+, durante os próximos dois meses.
Decidi criar uma rubrica para relatar todos (ou quase todos!) os meus dias. Será um diário de bordo desta experiência que, espero eu, vai ser enriquecedora e única.
Fiquem por aí e digam coisas!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Oh Coimbra!

Se, por um lado, detesto vir para Coimbra ao Domingo, porque isso me deixa absolutamente deprimida e mal-disposta, por outro adoro chegar a Coimbra a meio da semana, quase ao anoitecer, especialmente num dia chuvoso como o de hoje.
Gosto de chegar à hora em que as pessoas saem dos trabalhos, apanham os autocarros e os comboios, em que há trânsito na rua e há a agitação e barulho típicos de uma cidade às cinco ou seis da tarde.
Gosto de ir na minha vida, contra a grande maioria das pessoas, porque elas estão a ir embora e eu estou a chegar. E gosto de imaginar de onde vêm, para onde vão, que vidas são as suas. Gosto de pensar que, para elas, a semana está quase a terminar [amanhã já é Quinta!] mas, para mim, está a começar.
E enquanto caminho pela Baixa e oiço a minha música, sinto-me feliz porque gosto muito desta cidade e gosto ainda mais dela ao fim do dia, quando todas as pessoas vão embora e eu a posso abraçar sozinha.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Novembro?


E os exames do 5º ano à porta. Não sei se estou preparada para as próximas 3 semanas mas de que me adianta não estar? Vai tudo correr bem.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

episódios de um estágio em farmácia #4

Quando for grande, quero ser como o doutora C. ou como a doutora L. ou como a doutora M., que são só uns amores de pessoas, umas queridas, muito atenciosas e pacientes com as estagiárias e, sobretudo, muito amáveis com os clientes.
Ainda há muitos que pensam que ser farmacêutico é passar um código de barras, enfiar a caixa do Ben-U-Ron no saco, fazer o troco e que venha o próximo!. Mas estar do lado de cá de um balcão de uma farmácia é mais, muito mais, do que isso. É preciso aconselhar, dar uma opinião, encaminhar ao médico se for necessário. É preciso ter paciência e gosto em ouvir os mais velhos, que gostam de contar as suas vidas e falar das doenças que os levam ali. É preciso acalmá-los quando acham que a situação é grave, é preciso ensiná-los a tomar a medicação da forma correcta. E o farmacêutico não está lá só para os idosos - está para os adultos, para as crianças, para quem não está doente, como as grávidas, para quem apenas quer um conselho de beleza, para quem quer comer saudável ou deixar de fumar.
Ainda há muitos que acham que ser farmacêutico é o mesmo que vender pacotes de arroz. Quem me dera, quando for grande, ser vendedora como são as doutoras que conheci nesta farmácia!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Tenham calma!

O semestre ainda nem começou e já estão a publicar coisas no grupo. Já estão a fazer perguntas às quais ninguém sabe responder, porque os Serviços ainda estão a meio gás, porque ainda há gente de férias, porque ainda é Agosto!
Bolas, que eu ainda nem tive férias e já estão a querer começar o novo ano. Esta gente nem os últimos dias sabe aproveitar em paz e sossego!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ora onde é que nós íamos?

Se eu não actualizo o estaminé nem tenho aparecido aqui nem nos vossos sítios, é porque estou a fazer um estágio que me ocupa mais de oito horas por dia. Acordo cedo e quando chego a casa tomo banho, faço o jantar e vou dormir. Nada como andar cansada para me ver a desligar da internet: ontem, quando cheguei a casa, estive a ver as novidades do Facebook e meia hora depois adormeci em cima do computador. Não estranhem a minha ausência, é apenas um bom motivo! Vou contando as novidades.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Calendário

Saiu ontem o calendário do próximo ano lectivo. Fiquei contente: ao contrário do que esperava, as aulas não começam a um de Setembro, mas sim a oito, o que me permite fazer uma semana de pausa entre o final do estágio e o começo do semestre.
Tivesse eu dinheiro [aqueles 400 euros ainda me estão aqui a causar mossa...] e ia viajar com o dito-cujo. Como não tenho, vou pôr a ideia das férias de lado e nessa semana organizo o ano que se aproxima, para o qual tenho muitas ideias e projectos em mente... Tomara conseguir encaminhar-me para os concretizar.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Quanto tempo tem?

Às vezes, quanto mais tempo temos para estudar para um exame, pior é. Falo por mim, que desde Sexta-feira ando a engonhar com a matéria para um exame que é na próxima Segunda-feira. DEZ DIAS para estudar para um exame [é um feito, uma regalia, um privilégio] e não me apetece fazer nada.
Vá que a matéria é do mais chato e enfadonho que há. Quem é que quer passar um fim-de-semana a estudar normas? ISOs? Legislação? Que seca! Aquilo é sempre a mesma lengalenga, mas dita de formas diferentes. Eu leio as frases duas e três vezes e nunca capto nada. Não têm conteúdo, é pura retórica.
Mais valia ter três ou quatro dias, já tinha bebido aquele sumo todo [que é tão pouco, nossa!] e estava o assunto arrumado. Quanto mais tempo, mais mal aproveitado ele é.

sábado, 21 de junho de 2014

É festa!

No secundário tive uma professora, por sinal de Português, que era uma grande nódoa a... Português. Irónico, não? Mas é verdade. Durante uma única aula, 90 minutos, portanto, nós podíamos ouvir de tudo: "Prontos meninos, vamos lá começar a trabalhar!". Ou então "Maria, ouvistes o que eu disse?". A mulher até era boa pessoa, mas de Português ela não sabia nada.
A juntar a isso, tinha pouco de profissional. Fizemos poucos testes mas, os que fizemos, raramente os recebemos de volta. E que é das notas do dia da auto-avaliação? "Pois... hum... eu vou ver aqui nos meus apontamentos... nos meus cadernos... o x teve 11, o y teve 12, o z teve 13". Era mais ou menos assim. Havia um colega meu que dizia que ela dava as notas atirando os testes para cima da cama. Os que caíssem no chão tinham más notas e os que caíam na cama tinham boas notas. De facto, o critério bem podia ser esse. Ou esse ou dava boas notas a quem achava mais bonito.
Mas bem, esta conversa veio a propósito de que saíram as notas de uma cadeira. E aquela pauta, para além de ser o mais informal que eu já vi ao nível do ensino superior, tem as notas quase todas iguais! Oi? Será que as pessoas copiaram todas umas pelas outras? Ao menos são todas altas, valha-nos isso. Há gente que, às tantas, nunca provou um dezassete ou um dezoito e também merecem. Mas comecei a pensar que o professor da cadeira fez da mesma maneira que fazia a minha antiga professora de Português: atirou para cima da cama os nossos exames, deu 18 a quem caiu na cama e 17 aos exames que ficaram no chão. Infelizmente o meu caiu no chão, o safado. Mas antes o exame do que eu...

terça-feira, 29 de abril de 2014

E aprende-se a dizer saudade

Uma amiga acabou de me convidar para ajudar na montagem do carro da Queima.
E a saudade bateu! Está a fazer um ano, andava eu e as minhas colegas num reboliço infernal por causa do carro. Por esta altura já fazíamos flores, aqui em casa e em jantares organizados para estarmos juntos e... fazer flores. Foram dias de muito trabalho. Lembro-me que estava muito calor nessa altura. Eu saía das aulas e ia fazer o meu turno: levava as flores dentro de sacos do lixo de 100 litros, dentro do autocarro, até ao Quartel General, onde decorria a montagem de dezenas de outros carros. Também lá estavam os meus meninos, mais interessados em fazer amizades com as vizinhas do que em fazer flores. Homens.
A montagem do carro foi maravilhosa. Pertencer a um carro foi, sem dúvida, das melhores opções que tomei. Claro que é caro, claro que é muito difícil conseguir [e pedir!] patrocínios, claro que é muito trabalho e algumas chatices mas depois... depois quando vemos um carro enorme, montado e decorado como fruto do nosso trabalho; quando o vemos a sair do Quartel a caminho da praça Dom Dinis e a mostrar-se às pessoas que nos vêm ver desfilar; quando estamos ali dentro, um grupo de quase trinta pessoas, a cantar e a exibir a nossa cor, o nosso curso... é um misto de sentimentos indescritível.
O Cortejo, no dia do desfile do meu carro foi, senão o melhor, um dos melhores dias que passei desde que pertenço a esta família, a Academia de Coimbra.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Trabalhos de grupo - PORQUÊ?

Sou uma egoísta e uma vaidosa, assumo. Mas trabalhos em grupo, não obrigada, eu faço sozinha! E acreditem que faço bem melhor do que com desajudas. Ou então, na melhor das hipóteses, fico com aqueles colegas que não gostam de fazer nenhum e assim trato do trabalho como se fosse só meu, com a diferença que leva os nomes de todos.
Sou muito metódica no que diz respeito a trabalhos. Gosto de ser exigente comigo mesma e, quando mete mais gente, tento transmitir alguma responsabilidade. Mas nem sempre é fácil e depois as coisas não ficam exactamente como eu quero e gosto - no mínimo, que não haja erros ortográficos!
Mas há. Desses e de todos os tipos: formatações do pior que eu já vi, letras grandes e pequenas e itálicos e negritos, erros científicos (OH-MEU-DEUS!!!) e, para juntar à festa, colegas de grupo que deixam tudo para a última e, quando dão por ela, não o podem fazer porque têm não sei o quê combinado. A sério, pessoas? Estamos em que nível, mesmo?
É por isto que eu detesto cada vez mais estes trabalhos que, no fim de contas, não têm peso nenhum na avaliação. Se nos querem dar trabalho, ao menos inventem outras coisas mais dinâmicas porque trabalhos de grupo são sempre a mesma fantochada.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Para se ser, não basta ser

pro·fes·sor |ô| (latim professor-oris)substantivo masculino1. Aquele que ensina uma arteuma actividadeuma ciênciauma línguaetc.2. Pessoa que ensina em escolauniversidade ou noutro estabelecimento de ensino. = DOCENTE5. Entendidoperito.adjectivo6. Que ensina.
"professor", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/professor [consultado em 31-03-2014].

Se há aulas a que eu não me permito faltar este semestre são as de Farmacologia.
Primeiro, porque são a base do curso! É disto que eu vou precisar quando sair daqui e tiver de me lançar num estágio e na vida profissional. É de Farmacologia que o curso é feito e, como tal, é disto que eu tenho de perceber.
Mas depois, e acima de tudo, porque trago de lá sumo, essência e conteúdo. É isto que vale a pena quando estamos a tirar um curso - sair da aula com tudo entendido! E atenção, eu escrevi "entendido" e não sabido (que pode bem querer dizer decorado).
Com professoras que não o são apenas de título, mas que o são porque sabem cativar um auditório, porque explicam as coisas para nós percebermos, porque têm mil e um métodos fortíssimos de nos prender a atenção e, mesmo que não queiramos, saímos de lá a saber alguma coisa.
Não basta ser professor. Isso qualquer um é! Mas ensinar, isso nem todos sabem fazer.
Obrigada, cara professora!

quinta-feira, 6 de março de 2014

O Universo a conspirar...


Comprei, há uns bons meses, um daqueles vouchers para um fim-de-semana a dois. Na altura, agendei para Dezembro e depois tive que adiar porque não me apetecia perder um fim-de-semana das "férias" para ir passear. Tinha mais é que estudar.
Então alterei a data e ficou para finais de Março. Estava tudo bem, até saber que calha no fim-de-semana que antecede uma frequência. Que raio de sorte a minha!

sábado, 1 de março de 2014

Dolce far niente

Passar o dia em casa do namorado é bom, sem dúvida que é. Mas chego ao fim e reparo que não fiz nada desta vida. E tantos apontamentos para pôr em dia...
Vai ser a semana toda metida entre cadernos e sebentas, oh se vai!


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Exames em números

Quando funcionamos por expectativas, é difícil geri-las se elas ficam defraudadas.
Eu trabalhei todo o ano para uma disciplina que adoro, interessei-me por mais do que era exposto nas aulas, fui participativa e empenhada. Organizei-me muito bem, fiz resumos e tabelas para complemento ao estudo e estive sempre a par dos conteúdos leccionados. Estudei oito dias seguidos e puff... tive 16.
Para muitos, é uma nota espectacular. É uma fasquia elevada [sobretudo porque houve algumas reprovações] e difícil de atingir. Acredito que seja até motivo de quem-me-dera para alguns. Mas para mim, que estava cheia de confiança, foi um 16.
Soube-me bem, tendo em conta o panorama geral de notas de recurso mas, ao mesmo tempo, ficou aquém da minha esperança e do meu "ego académico". Afinal de contas, um número é tão relativo...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Seriously?!

Ainda na Sexta-feira tive o meu último exame e já tenho aulas? Porque é que este ano não tivemos direito a uns dias de descanso? Arre, que assim é sempre a andar!!!
O que vale é que daqui a uns dias vou-me vingar com uma pinta do caraças.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

E saírem as notas?

A competência dos professores universitários é assim qualquer coisa a atirar para o... ridículo? Até a pessoa mais baldas desta vida consegue ser mais responsável que eles. Sim, porque aquelas pessoas que deixam tudo para a última, que andam sempre a adiar o que têm para fazer, que pagam as facturas no último dia... ao menos fazem-no no último dia. Mas os professores, no que respeita ao assunto disponibilizar notas de exames, nem no último dia do prazo estipulado. Calma... prazo quê? O que é um prazo? Ah, desculpem, esqueci-me que nem sabem o que isso é. Prazos é coisa que não existe para aquela gente.
Admiro-me como é que têm moral para nos apregoar e, às vezes, até pedir, "sentido de responsabilidade", "eficácia", "direitos e deveres", "cumprimento de tarefas" e depois são os primeiros a fazer tudo ao contrário. Bem, já dizia o médico, faz o que eu digo e não o que eu faço!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

modo (quase) férias

Na Segunda-feira tive um momento de desespero antes do exame do cadeirão do curso [segundo os mais velhos]. Deram-me os cinco minutos! Só me apetecia gritar e daí aquela minha publicação aparvalhada. Ontem, no meio de muito poucas horas de sono, seguiu-se mais um exame. Sentia-me preparada mas não me correu muito bem. Veremos o que sai de lá.
Entretanto, só me falta um exame, por sinal aquele em que tenho maiores expectativas. É a recta final e vou dar tudo por tudo, não só porque é o último, mas porque é a minha cadeira-do-coração, são as minhas queridas bactérias. Deixai-me ir, que o sucesso só vem com trabalho!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014