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domingo, 6 de setembro de 2015

# nove - ERASMUS UAH

Lembram-se de ter contado aqui que os pais do meu namorado iam estar perto de mim? Felizmente consegui que a minha mãe lhes mandasse uma mala com coisas que me fazem falta. Poupei imenso dinheiro com toalhas, roupa de cama, panos de cozinha, molas de roupa e por aí.
Hoje encontramo-nos no Parque Europa, um local de lazer público e gratuito, onde existem monumentos europeus em menor escala. Está um dia lindo e, as always, um calor de morte. Apanho um comboio e depois um autocarro que me leva até ao parque.
No entanto, como é Domingo, a quantidade de transportes é mais limitada. Enquanto espero pelo autocarro apercebo-me de que vim parar a um sítio horrível. As pessoas têm mau aspecto e nota-se a léguas que vivem da e na rua. Ou seja, gente que não faz nada, pessoas de todas as cores e raças, que me olham com olhos de fome (homens principalmente...), casas de apostas e de jogos de dinheiro em cada esquina, crianças sujas a brincar no meio da rua, um cenário assustador. Fiquei cheia de medo! Nunca me senti com tanta vontade de voltar a casa como naquele momento, tal era o pânico. E pior foi quando pensei que teria de voltar outra vez ali, quando regressasse do passeio, mas dessa vez com uma mala, o que ainda atrairia mais os olhares daquela gente suspeita.
Fui então até ao parque, dei uma volta por lá até que chegaram os pais do dito-cujo. Não estivemos muito tempo juntos mas deu para pôr a conversa em dia. Eles lá me deram a mala (pesadíssima, um horror) e eu vim embora porque era impossível ir onde quer que fosse com aquele peso atrás. Ficou muito por ver, o que significa que tenho de lá voltar.
A muito custo, carreguei a mala ao longo de uma avenida até à paragem do autocarro e depois, quando finalmente chegou um, o motorista disse-me que não podia entrar com a mala. "Como?! Como não posso viajar com a mala, quer que eu a deixe onde?"
- Não se pode viajar nos urbanos com malas dessas. Tem de apanhar o interurbano e colocar a mala no maleteiro. Agora neste autocarro não pode ir.
Foda-se. Já não bastava aquela gente que me deixou nervosa mal aqui cheguei, agora vem este palhaço com esta conversa. Oh sorte! Nestas alturas, o stress começa a subir a níveis tão grandes que bloqueias o pensamento. É óbvio que eu não ia ter de dormir na rua por causa de não ter autocarro. Na pior e muito remota das hipóteses, apanhava um táxi. Mas aquilo que me vem à mente no momento é que não me vou desenrascar, é que não vai passar outro autocarro, é que não vou conseguir voltar a casa, não vou ter dinheiro para o táxi... desgraças atrás de desgraças.
Umas senhoras MUITÍSSIMO simpáticas deram-me logo a indicação que daí a 20 minutos passava um interurbano, mas que ia deixar-me um bocadinho deslocada da estação. Fiquei desolada. Já não podia aguentar mais aquela mala. Uma roda tinha-se estragado, eu fui de sabrinas e fiquei com uma bolha enorme no dedo mindinho, estava cheia de dores no pulso (a sério!) de vir a puxar, sei lá... Bem, mas não vale a pena desanimar porque tenho de a levar e tenho.
A minha sorte abençoada chegou quando, no entretanto, apareceu outro autocarro (URBANO!!!) e uma das senhoras teve a amabilidade de perguntar ao condutor se me deixaria ir ali. Ele quis ver o objecto, franziu o beiço mas deixou-me! Madre mía, muchas gracias!!! Lá fui eu, a agradecer a todos os santos aquelas mulheres estarem ali naquele momento.
Voltei à estação sem percalços pelo caminho e, dentro de uma hora, estava em casa. Finalmente podia descansar e ver o que me tinham mandado a mãe, a avó e a sogra. Elas só me querem mimar e, se pudessem, mandavam o triplo do que veio. Mas quem chegou a casa de rastos fui eu. O tuga será sempre tuga!

sábado, 5 de setembro de 2015

# oito - ERASMUS UAH

Primeiro Sábado aqui. Ficar em casa não é um plano porque, sem TV e sem Internet, o que fico eu a fazer? Decidi ir sair, dar uma volta a pé pela cidade e fazer umas fotografias.
Está um calor do caraças. No dia em que comprei a viagem para vir, o vendedor da CP disse-me que conhecia este sítio e que fazia aqui sempre muito calor. Tinha razão, mas não pensei que fosse assim...
Vou, literalmente, dar uma volta ao bilhar grande. Este sítio parece-me pacato. As pessoas são "normais", como as nossas. O que quero dizer é que estar aqui é como estar em Coimbra ou em Aveiro ou noutra cidade qualquer. Ir ao Multibanco é a única coisa que faço mais a medo, tendo sempre o máximo de cuidado com as minhas coisas, com o sítio onde arrumo o dinheiro, etc.. Nos primeiros dias tinha algum medo de andar na rua porque, quando não se conhece as pessoas, a cidade e a vida no geral, imagina-se que podemos ser assaltados em qualquer sítio. Ou assediadas. Ou sei lá o quê. Felizmente sou muito cuidadosa e responsável com as coisas que tenho comigo mas, com o passar dos dias, sinto-me mais descansada e relaxada ao andar pela rua, ainda que sozinha. Não tenho medo e sinto-me tranquila e segura. Costumo ver a polícia frequentemente, mas nunca me deu a entender que fosse por haver desacatos.
O meu passeio de hoje incluiu um dos jardins da cidade, as muralhas, a porta de Madrid e ainda fui fazer a uma visita ao Museu Arqueológico Regional. Aproveito para vos deixar umas fotos.





sexta-feira, 4 de setembro de 2015

# seis - ERASMUS UAH

Hoje não temos estágio, só começamos a sério na Segunda-feira. Vou aproveitar para ir às compras, para ter tudo o que preciso para as minhas refeições e ainda para fazer um lanche para todos os dias da semana. Quero levar uma marmita para comer a meio da manhã e assim poupar dinheiro na cafetaria, que é bem cara.
Ainda não sei exactamente como vão ser as rotinas mas sei que aqui se almoça muito tarde. No nosso caso, por exemplo, entramos às 8h30 e saímos do serviço às 15h30, sem pausas para almoço.
Por causa de la siesta, as horas de almoço aqui podem durar três horas. Após as 13h ou 14h, quase todos os tipos de comércio local encerram para abrir novamente pelas 17h. E depois podem estar abertos até cerca das 22h.
De tarde vou a um centro comercial. Tenho de aprender os horários dos autocarros e as linhas. Além de que indo aqui e acolá permite-me começar a conhecer a cidade e a saber orientar-me por aqui. Ao fim de uns dias a viajar pelos urbanos, vai-se percebendo a ligação entre os sítios, entre as ruas e, afinal de contas, isto não é nenhum bicho de sete cabeças.
Pelo contrário, tudo começa a ganhar contornos mais agradáveis. Há monumentos muito bonitos aqui, as casas são construídas num tijolo pequenino que segue um padrão típico. Perto de mim fica a Plaza de Cervantes que está impecavelmente limpa e arranjada: todos os dias tem jardineiros a cuidar da relva e das flores. Há a Plaza San Diego, onde fica a Universidade, que tem imensas pessoas a esplanar, grupos de estudantes deitados na relva a descansar, muitos turistas e jardins realmente bem cuidados.
Gosto de estar aqui e descobri que tenho Wi-Fi em plena rua, ao pé da UAH. Maravilha!

sábado, 22 de novembro de 2014

Final de curso

Hoje acordei a pensar que, quando terminasse o curso, gostava de fazer uma viagem. Mas não seria uma viagem daquelas que os finalistas fazem ao México, à República Dominicana ou à Tailândia. A minha seria diferente - porque o que eu queria mesmo era viajar sozinha! Podia ser na Europa, não fazia mal. Mas teria de ser só eu e uma mochila.
Seria uma viagem para estar comigo própria, para me descobrir e conhecer, para pensar em mim e no meu futuro, na minha relação e no que eu queria para mim daí para a frente.

quinta-feira, 6 de março de 2014

O Universo a conspirar...


Comprei, há uns bons meses, um daqueles vouchers para um fim-de-semana a dois. Na altura, agendei para Dezembro e depois tive que adiar porque não me apetecia perder um fim-de-semana das "férias" para ir passear. Tinha mais é que estudar.
Então alterei a data e ficou para finais de Março. Estava tudo bem, até saber que calha no fim-de-semana que antecede uma frequência. Que raio de sorte a minha!

Falta de civismo ou tu para lá caminhas!

Uma pessoa que viaja nos autocarros públicos assiste a muitas coisas. De certeza que quem utiliza regularmente este serviço tem uma história para contar. Eu já me ri, já me apeteceu vomitar, já quis fugir dali com medo e até já andei num que teve um acidente no meio do trânsito de Coimbra.
Mas nunca me tinha apetecido esbofetear ninguém como me apeteceu hoje. Pois que ia muito bem sentada uma mulher, com os seus cerca de 35 anos, quando estavam alguns três ou quatro idosos de pé, mal seguros aos ferros existentes e prestes a cair a cada curva do caminho. Um senhor com 60 e tal anos até se levantou para dar o lugar a um outro homem, visivelmente dificultado. E a lontra ali sentada, como se não fosse nada com ela.
Se alguém olhou para mim naquele momento, certamente que reparou na minha expressão feroz e irritada. Depois considerei que podia estar enganada a respeito dela, não fosse a mulher ter alguma deficiência ou, eventualmente, estar gravidíssima. Analisei: a única barriga que vi era mesmo pneu. Só se fosse manca, coxa, torta...
Depois, por acaso, saímos as duas na mesma paragem e lá ia ela, toda vaidosa em cima dos seus saltos altos, armada em carapau de corrida. Se calhar queria só descansar os chispes, havia de estar muito cansada!
Fiquei danada. O pobre do homem ali, a fazer um esforço enorme para se manter em pé e ela nem se mexeu. Que indiferença. E uma grande falta de respeito.
Pensei para mim que um dia chega a vez dela...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ser feliz... em Barcelona #1

Fui passar uns dias a Barcelona. E venho de lá com a sensação de querer voltar. Venho de lá com uma quase-certeza de ser uma cidade que está de braços abertos para mim. Quem sabe, um dia...






segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Voltei, inteira e viva

O dito-cujo fez-me uma surpresa e aqui estou eu, regressada de um fim-de-semana em cheio passado na Serra da Estrela e no interior do país. Por causa do temporal que se previa [e que se fez sentir fortemente no Domingo, enquanto regressávamos] estava cheia de medo de ir. Mas estava tudo marcado, ainda por cima íamos com outro casal de amigos e, visto o tempo estar mais ou menos composto no Sábado de manhã, lá nos metemos a caminho.
Passámos o dia na Serra da Estrela coberta de neve, embora só tenhamos conseguido subir até às Penhas da Saúde. Depois seguimos em direcção ao Sabugal, tendo ficado alojados numa casa típica de pedra, muito simpática e acolhedora.
No Domingo tivemos um pouco de azar com a chuva, que nos impediu de visitar o Castelo e a região. Mas fomos para a Covilhã, depois parámos na Guarda e só então fizemos o caminho de regresso a casa.
Felizmente correu tudo bem e, certamente, havemos de repetir a experiência na Primavera. Mais uma vez, aqui fica a minha recomendação para visitarem o nosso magnífico Portugal.

Uma das muitas cascatas que vimos no percurso.

A neve nas Penhas da Saúde.

Passeio na serra tem que ter o típico queijo.

Castelo de Sabugal.

O Sol a espreitar junto ao Hotel Serra da Estrela.

Pormenores em Sortelha.

Pratos de faiança na decoração da nossa casa.

Universidade da Beira Interior, na Covilhã.

A neve junto ao Centro de Limpeza de Neve.

Sé da Guarda.

domingo, 8 de setembro de 2013

Não é nada mau

Na recta final das férias, quando já toda a gente correu as praias deste Portugal e os sítios mais lindos deste Mundo, quando já toda a gente bronzeou a pele e meteu a sua inveja foto no Facebook, quando já toda a gente regressou ao stress que antecede mais um ano lectivo, vou eu aproveitar os dias bons do Alentejo.
Não será uma semana inteira de férias, não sei se vou ter tempo de bronzear nem sei se vou conseguir aquela foto para pôr no Facebook. But, who cares? A mim só me importa fazer uma boa viagem, ter um Sol lindo por lá e passear muuuito pela ma-ra-vi-lho-sa Costa Vicentina, que aos anos que não visito.
Estou ansiosa, embora de expectativas pouco altas - comigo, ter grandes planos e pressupostos dá sempre para o torto.
Assim sendo, malas feitas e sorriso na cara, parto rumo ao descanso que preciso. Espero não me ter esquecido de nada e espero, sobretudo, deixar cá todas as preocupações típicas do início das aulas e ter deixado tudo resolvido aqui para não ter apuros por lá.

sábado, 3 de agosto de 2013