Voltei a não ir para a minha rotação. Ando atrás da D. e do Y. e, pior do que isso, é que faço o trabalho dele. A parte boa é que prefiro trabalhar do que ver trabalhar. E a parte ainda melhor é que, enquanto nós as duas fazemos alguma coisa de útil, ele faz de palhaço e a manhã passa muito mais rápido. Assim, ao menos, não temos desculpa. Quem não gosta de trabalhar com um sorriso na cara?
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
# trinta e três - ERASMUS UAH
Hoje iria iniciar uma nova rotação, ou seja, ia começar na área dos Ensaios Clínicos e Centro de Informação de Medicamentos. E digo iria porque o P., farmacêutico responsável, regressou hoje de férias e tem um montão de trabalho para pôr em dia. A residente está a substituir uma colega noutro serviço e, como tal, ninguém me pode acompanhar. Agreguei-me ao grupo que está na Gestão, não porque adore o que se faz lá, mas pela maior afinidade à D. e ao Y., em relação aos demais colegas.
Em termos de tarefas... uma seca. Fiz alguma coisa em concreto mas o trabalho é saturante, é chato, é enfadonho. Mas tem de ser feito e, já que estava ali, fiz a minha parte.
Tirando isso, hoje foi o dia mais divertido que tive no serviço. O Y., colega francês de ERASMUS, está cada vez mais engraçado a falar. E como tem ganhado à vontade com as pessoas, tem cada saída e cada comportamento que a mim só me dá para rir. A sério, é uma comédia pegada estar com ele! Eu parto-me a rir com o que ele diz, a forma como se expressa, numa mistura de espanhol, francês, inglês e sempre que acaba qualquer frase diz, com bom sotaque, "Putááá!!!". Imperdível.
Diverti-me a valer, tirei fotos feita tonta quando acabei as tarefas e depois ainda viemos os três juntos até à cidade, antes de ir cada um a sua casa, o que foi mais uma risota.
Vou ter saudades disto...
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sábado, 3 de outubro de 2015
# trinta e dois - ERASMUS UAH
Mais um Sábado de visita a Madrid. Tenho um colega de estágio que todos os fins-de-semana vai para lá porque tem a família a viver mesmo no centro. Só que, para sua triste sorte, fica sempre por casa sem fazer nada. Então combinámos de ir passear juntos pela cidade.
Ficam algumas fotos para verem por onde andámos.
# trinta e um - ERASMUS UAH
Sexta-feira, uma dor de cabeça infernal e um convite para jantar em casa de uma colega. Não vou dizer que não, porque na recta final desta aventura, tenho mais é que aproveitar em vez de estar em casa. Mas com esta dor de cabeça... Bem, não há-de ser nada.
À hora marcada [sou uma pessoa exageradamente pontual] estava na casa da D. e da A., de quem já vos falei [a A. é uma romena que vive em Espanha há muitos anos e é só a pessoa mais doce que conheci aqui]. O jantar ia ser pizza e as pessoas, só meninas, foram chegando aos poucos.
Jantámos tranquilamente, havia música ambiente e estivemos até bastante tarde a conversar e a beber tinto de verão. A minha dor de cabeça era cada vez mais forte, tomei um comprimido e adormeci no sofá. Lin-do!
Acordei, bebi um copo de rum com limão e gelo e começou a animação. Elas já estavam bem bebidas, havia cabeleiras, óculos grandes e com apliques, bigodes e chapéus para todas. Começámos a fazer fotos feitas tontas, mas foi um momento muito divertido.
Depois saímos e fomos à tão famosa discoteca Casco Antiguo. Aqui em Espanha o que se ouve é reggaeton, ou seja, Daddy Yankee, Don Omar, Pitbull e por aí. Também Ricky Martin e Enrique Iglesias com o nosso Carreira. Para mim está óptimo! Tudo o que seja música animada, festiva, que dê para dançar e divertir, eu gosto. Não sou muito esquisita a nível musical, eu até gosto de tudo.
Foi uma noite muito boa. Não fosse a minha dor de cabeça, que pouco melhorou com o comprimido, e tinha sido 10 vezes melhor. Mas assim fica a vontade de querer repetir...
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
# trinta - ERASMUS UAH
O balanço de mais duas semanas na área "Farmacotecnia, Nutrição Artificial e Quimioterapia" é altamente positivo. Nota 20! Adorei. Adorei tudo, a começar pelas pessoas e a acabar em tudo o que tive oportunidade de ver, fazer e aprender.
Um gabinete de gente simpática, disponível, querida, atenciosa. Para mim, a farmacêutica D. é a melhor, a que mais me encanta, mas não posso deixar de referir que as residentes, a farmacêutica B., as enfermeiras (em especial a C., a T. e a M.) e as auxiliares (com destaque para a M.), também merecem o meu carinho e gratidão.
Ainda não conheço todos os sectores de trabalho da Farmácia Hospitalar mas neste sei que gostaria de trabalhar. É muito desafiante em termos científicos, é necessário muito conhecimento prático [embora os farmacêuticos não executem, são eles que elaboram as fórmulas, que fazem os cálculos e que, muitas vezes, têm de esclarecer quem vai fazer as coisas], há relativo contacto com os médicos e outros profissionais, bem como com os doentes. Além disso, estão sempre a ser requisitados por outros serviços, o telefone não se cala, a toda a hora surge uma situação ou outra diferente e que exige uma resposta rápida e uma solução eficaz.
Gostei imenso e não me vou esquecer da M., uma auxiliar cheia de vida e constantemente a meter-se com os estudantes. No meu caso, disse-me que adorava Portugal. Que tinha adorado conhecer Sintra e que a comida na Nazaré era fantástica. Aliás, toda a comida em Portugal era maravilhosa. Portanto, nas palavras dela, tudo lhe parecia bem em mim excepto o facto de gostar do Cristiano Ronaldo. AHAH, ela tinha cada uma que só mesmo uma mulher daquelas. Adorável.
Pelo caminho, contudo, há sempre uns patinhos feios - nem tudo é perfeito, certo? Havia lá uma auxiliar que era o terror. Eu não consigo sequer imaginar como é que uma mulher tão desorganizada e irresponsável pode trabalhar num sítio destes. Mas a verdade é que trabalha e, como podem prever, só faz merda. Enfim. Uma nódoa negra no meio de gente cinco estrelas.
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domingo, 27 de setembro de 2015
Mimo
Recebo muito mimo aqui em Espanha. Quem não gosta?!
Na Sexta, antes de sair do estágio, a D. disse-me que ia salir de fiesta no fim-de-semana e que depois me dizia alguma coisa para eu ir também. A E. disse-me que quando ficasse em Alcalá, também gostava de combinar alguma coisa para estarmos juntas. A I. disse outro dia que já faltava pouco para eu ir embora e que, quando eu fosse, "te echaré de menos". A A. pagou-me uma rifa que comprei para ajudar crianças desfavorecidas.
Ontem à noite, um casal de chineses que vive comigo [já vos contei que partilho casa com 4 chineses?!] ofereceu-me umas saquetas de café solúvel - chinês, claro está! Dizem que é para eu provar. Aqui em casa, querem fazer uma festa de gastronomia portuguesa e chinesa.
Entretanto, a minha colega D. ficou constipada e desmarcou a saída, mas convidou-me para ir com ela às compras hoje de manhã. Passei a manhã no centro comercial e depois almocei em casa dela. A tarde acabou com uma ida a um café muito popular aqui da cidade, com ela e uma outra rapariga, que muito simpaticamente me pagou o café.
Quando for embora, também quero mimar estas pessoas que muito carinho me dão e que bem me acolhem aqui. Acho que vou fazer o que melhor sei, que é cozinhar bolinhos em formas bonitas e decorá-los à minha maneira. Ponho sempre muito mimo em tudo o que cozinho.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
# vinte e cinco - ERASMUS UAH
Ser estudante (estagiária) ERASMUS é, sobretudo, ser turista. É aproveitar que se está num país diferente e numa cidade nova, para se viajar o mais possível. Infelizmente, nesta Espanha imensa, as cidades que mais gostava de conhecer estão muito longe e fica muito caro ir até lá. De qualquer forma, é minha obrigação, antes de ir a Valência, a Toledo ou a Granada, visitar tudo o que tenho à porta de casa [e que é realmente bonito!] e saber mais sobre a Universidade que me está a acolher. Por isso, a convite do Y., meu colega de estágio, passei a tarde a passear por Alcalá.
Fomos ao Museu Casa Natal de Cervantes, pois aqui nasceu esse génio da literatura espanhola e internacional. Fomos ao Museu Arqueológico, à Catedral Magistral e depois tínhamos uma visita guiada à Universidade.
O P., outro colega de estágio, juntou-se a nós e à hora marcada lá estávamos nós os 3, um casal de turistas e a guia, prontos a iniciar a visita. Posso-vos dizer que, em geral, nunca participo em visitas guiadas. Por norma são coisas caras, os guias nem sequer falam português e é uma coisa à qual, para ser sincera, nunca dei o devido valor. Mas acho que depois desta... não vou desprezar mais nenhuma. ADOREI.
Começámos a visita pela fachada do edifício (século XVI), da qual eu já tenho umas quantas fotos e para a qual já olhei uma dezena de vezes. É realmente bonita, mas nunca achei tão bonita como hoje. Explicou-nos todos os desenhos, todos os símbolos, todos os significados que uma "simples" fachada pode ter. Imperdível!
Depois prosseguimos para os pátios [que são um sonho... podia casar-me aqui!] e depois para o Salão dos Actos, ou Paraninfo, que é o equivalente à Sala dos Capelos da UC. Linda, linda. Fiquei absolutamente impressionada com as histórias que a guia contou sobre a cerimónia de graduação dos estudantes. Para terem uma ideia, a graduação durava cerca de 3 dias e a prova era muito dura. De um lado do estudante, estava uma pessoa que lhe dava ânimo e força. Mas do outro lado, estava um oponente que TUDO fazia para o distrair: interromper o seu discurso, cantar ou mesmo apalpar-lhe o rabiosque. Assim como ao público, que basicamente podia ser toda a cidade, tudo era permitido: gritar, berrar, chorar, encenar uma peça de teatro, whatever. Foram muito poucos os que conseguiram "a glória" dentro daquela sala.
A visita prossegue para o Colégio Menor, onde os estudantes estudavam línguas e onde só se podia falar latim. Na época, quem fosse ouvido conversar noutra língua que não o latim, ia para a prisão académica...
Depois, e para finalizar, a guia leva-nos à Capela de San Ildefonso, onde está o túmulo do fundador da Universidade, Cardenal Francisco Cisneros. A decoração da capela é lindíssima, com as paredes esculpidas de forma espectacular.
No entanto, desconcentrei-me das paredes quando oiço a senhora do grupo a dizer "treze, quatorze, quinze... vê lá, são quinze símbolos que estão nesta parede!". Assim, em português de Portugal. Já me tinha parecido que o homem falava aportuguesado, mas pensei que fosse só um mau espanhol. Mas depois ouvi a mulher e tirei todas as dúvidas. Perguntei-lhes "Desculpem, os senhores são portugueses?". Eram de Lisboa, vejam que engraçado. Perguntaram porque estava aqui a estudar e, nas despedidas, desejaram-me sorte, felicidade e bom estágio. São assim os portugueses.
Casa Natal de Miguel de Cervantes
Pormenor de uma divisão da casa de Cervantes
Catedral Magistral de Alcalá de Henares
Fachada da Universidade de Alcalá de Henares (UAH)
Pátio dos Filósofos
Mais dois pátios da Universidade
Colunas da antiga Universidade que serviam de cerco à porta do edifício
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sábado, 19 de setembro de 2015
# vinte - ERASMUS UAH
Na passada Quinta-feira tive um jantar com os colegas de estágio. Há muito que os andava a desafiar para passarmos um bocado fora da farmácia, sem estarmos de bata vestida. Pois esse momento aconteceu e correu muito bem.
Fomos jantar adivinhem o quê? Paella? Podia ser mas não... fomos às tapas. Eu já estive em Espanha umas 4 vezes e nunca tinha comido tapas. Nem sabia exactamente o que era, imaginem só.
Pois que estivemos num bar muito movimentado, cheio de gente e animação, uma decoração muito interessante e a comida... bem, adorei. Eu optei por um kebab misto (peru e frango) mas fiquei de água na boca com as patatas rellenas (um pequeno tacho com batatas cobertas de bocadinhos de bacon e queijo derretido) e também quero muito provar a tortilha de batata.
Depois de jantarmos, fomos a um bar e os meus colegas espanhóis pediram uma cachimba, que é como quem diz, uma shisha. Sabor de manga e para partilhar entre todos. Foi uma noite tranquila e muito bem passada, na companhia de 7 (+1 a convite) pessoas que me agradam muito.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
# seis - ERASMUS UAH
Hoje não temos estágio, só começamos a sério na Segunda-feira. Vou aproveitar para ir às compras, para ter tudo o que preciso para as minhas refeições e ainda para fazer um lanche para todos os dias da semana. Quero levar uma marmita para comer a meio da manhã e assim poupar dinheiro na cafetaria, que é bem cara.
Ainda não sei exactamente como vão ser as rotinas mas sei que aqui se almoça muito tarde. No nosso caso, por exemplo, entramos às 8h30 e saímos do serviço às 15h30, sem pausas para almoço.
Por causa de la siesta, as horas de almoço aqui podem durar três horas. Após as 13h ou 14h, quase todos os tipos de comércio local encerram para abrir novamente pelas 17h. E depois podem estar abertos até cerca das 22h.
De tarde vou a um centro comercial. Tenho de aprender os horários dos autocarros e as linhas. Além de que indo aqui e acolá permite-me começar a conhecer a cidade e a saber orientar-me por aqui. Ao fim de uns dias a viajar pelos urbanos, vai-se percebendo a ligação entre os sítios, entre as ruas e, afinal de contas, isto não é nenhum bicho de sete cabeças.
Pelo contrário, tudo começa a ganhar contornos mais agradáveis. Há monumentos muito bonitos aqui, as casas são construídas num tijolo pequenino que segue um padrão típico. Perto de mim fica a Plaza de Cervantes que está impecavelmente limpa e arranjada: todos os dias tem jardineiros a cuidar da relva e das flores. Há a Plaza San Diego, onde fica a Universidade, que tem imensas pessoas a esplanar, grupos de estudantes deitados na relva a descansar, muitos turistas e jardins realmente bem cuidados.
Gosto de estar aqui e descobri que tenho Wi-Fi em plena rua, ao pé da UAH. Maravilha!
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Vou confessar-vos uma coisa:
Eu tenho cada vez mais vontade de ir viver com o meu namorado. Pronto, já disse!
Todos os dias, mesmo todos, penso como será quando tivermos um ninho só nosso. Não sei se o facto de ver as pessoas próximas de nós a casar, a ter filhos, a ter uma casa, poderá ter alguma influência, talvez sim.
Todos os dias, mesmo todos, penso como será quando tivermos um ninho só nosso. Não sei se o facto de ver as pessoas próximas de nós a casar, a ter filhos, a ter uma casa, poderá ter alguma influência, talvez sim.
Mas, mais do que isso, quero dar este passo como sinal de crescimento. Quero dar o salto, quero tornar-me independente, quero ter um sítio para desfrutar, para namorar, para gerir. Contas para pagar, porque não? Faz tudo parte e eu quero abraçar tanto as responsabilidades como os prazeres de ter uma casa só para nós.
Um sítio para receber os amigos, para fazer jantares e ouvir música alta quando apetecer. Para receber os nossos pais ao almoço dos Domingos de Verão e dormir nas tarde de Domingo chuvosas e frias, ver filmes e comer panquecas. Um sítio para decorar à nossa maneira, com muitas flores e livros. Só não quero ter um gato, mas um cão pode bem ser.
Olho para a minha vida e para mim e sinto que preciso de fazer isto. Não pode ser já, porque eu ainda nem acabei o curso. Falta-me o estágio, que só começo em Setembro. Depois a monografia e então serei farmacêutica. Mas depois, depois preciso de um trabalho e de um emprego, de um salário e de alguma estabilidade (?). Tenho outras despesas pelo caminho, outros planos a médio prazo e, por enquanto, sei que não vou viver com ele tão depressa. Mas, até lá, posso sonhar...
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Oh Coimbra!
Se, por um lado, detesto vir para Coimbra ao Domingo, porque isso me deixa absolutamente deprimida e mal-disposta, por outro adoro chegar a Coimbra a meio da semana, quase ao anoitecer, especialmente num dia chuvoso como o de hoje.
Gosto de chegar à hora em que as pessoas saem dos trabalhos, apanham os autocarros e os comboios, em que há trânsito na rua e há a agitação e barulho típicos de uma cidade às cinco ou seis da tarde.
Gosto de ir na minha vida, contra a grande maioria das pessoas, porque elas estão a ir embora e eu estou a chegar. E gosto de imaginar de onde vêm, para onde vão, que vidas são as suas. Gosto de pensar que, para elas, a semana está quase a terminar [amanhã já é Quinta!] mas, para mim, está a começar.
E enquanto caminho pela Baixa e oiço a minha música, sinto-me feliz porque gosto muito desta cidade e gosto ainda mais dela ao fim do dia, quando todas as pessoas vão embora e eu a posso abraçar sozinha.
sábado, 22 de novembro de 2014
Final de curso
Hoje acordei a pensar que, quando terminasse o curso, gostava de fazer uma viagem. Mas não seria uma viagem daquelas que os finalistas fazem ao México, à República Dominicana ou à Tailândia. A minha seria diferente - porque o que eu queria mesmo era viajar sozinha! Podia ser na Europa, não fazia mal. Mas teria de ser só eu e uma mochila.
Seria uma viagem para estar comigo própria, para me descobrir e conhecer, para pensar em mim e no meu futuro, na minha relação e no que eu queria para mim daí para a frente.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
episódios de um estágio em farmácia #4
Quando for grande, quero ser como o doutora C. ou como a doutora L. ou como a doutora M., que são só uns amores de pessoas, umas queridas, muito atenciosas e pacientes com as estagiárias e, sobretudo, muito amáveis com os clientes.
Ainda há muitos que pensam que ser farmacêutico é passar um código de barras, enfiar a caixa do Ben-U-Ron no saco, fazer o troco e que venha o próximo!. Mas estar do lado de cá de um balcão de uma farmácia é mais, muito mais, do que isso. É preciso aconselhar, dar uma opinião, encaminhar ao médico se for necessário. É preciso ter paciência e gosto em ouvir os mais velhos, que gostam de contar as suas vidas e falar das doenças que os levam ali. É preciso acalmá-los quando acham que a situação é grave, é preciso ensiná-los a tomar a medicação da forma correcta. E o farmacêutico não está lá só para os idosos - está para os adultos, para as crianças, para quem não está doente, como as grávidas, para quem apenas quer um conselho de beleza, para quem quer comer saudável ou deixar de fumar.
Ainda há muitos que acham que ser farmacêutico é o mesmo que vender pacotes de arroz. Quem me dera, quando for grande, ser vendedora como são as doutoras que conheci nesta farmácia!
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sábado, 30 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Ora onde é que nós íamos?
Se eu não actualizo o estaminé nem tenho aparecido aqui nem nos vossos sítios, é porque estou a fazer um estágio que me ocupa mais de oito horas por dia. Acordo cedo e quando chego a casa tomo banho, faço o jantar e vou dormir. Nada como andar cansada para me ver a desligar da internet: ontem, quando cheguei a casa, estive a ver as novidades do Facebook e meia hora depois adormeci em cima do computador. Não estranhem a minha ausência, é apenas um bom motivo! Vou contando as novidades.
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terça-feira, 8 de julho de 2014
Ando a portar-me tão bem, nossa!
Ontem acabaram os meus exames. Minto, ainda me falta um porque vou usufruir da época especial para ir tentar fazer uma cadeira que não consegui fazer no 1º semestre. Portanto, para todos os efeitos, não estou de férias. No entanto, como o exame é só no fim do mês, não me sinto com aquela pressão de passar todo o dia a estudar e, por isso mesmo, decidi que ia correr com o meu irmão algumas vezes por semana.
Ao tempo que eu não fazia nada. Ontem andei somente a correr, em volta de um circuito de manutenção, a um ritmo muito soft, para não morrer logo no primeiro dia. Acabei por me partir toda porque dei uma queda como não dava... desde os meus dez anos. Estou esmurrada em tudo o que é sítio, palmas das mãos incluídas. Lindo de ser filmado!
Também me doem os músculos, apesar de eu saber que não fiz nada de mais. Não consegui dar uma volta seguida ao circuito! Eu estou sem preparação física rigorosamente nenhuma, sem resistência, sem elasticidade, sem nada. Bem, ao menos tenho vontade de lá ir hoje outra vez, coisa que também não tinha até à data. Vou ali lanchar iogurte + banana + aveia + chocolate preto ralado + mel e até logo, se eu chegar a casa inteira!
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sábado, 14 de junho de 2014
Santo da sardinha
É Santo António? Então é dia de jantar sardinhas assadas.
A mesa põe-se na rua, para se aproveitar o calor e o pôr do Sol, que espreita por entre a floresta. Há gasosa de limão fresca e pimentos assados.
Oh vida, como te sou grata por estas pequenas coisas!
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Olá [quase] Verããooo!
Até aqui toda a gente se queixava do mau tempo. Ainda na semana passada vieram uns dias de chuva infernal, um frio e vento a atirar para o mês de Novembro e todo o mundo mal dizia da sua vida, que nunca mais vinha o bom tempo, que nunca mais podia arrumar a roupa quente, as botas, os chapéus de chuva. E com toda a razão! Eu cá pensava o mesmo.
Agora que veio o bom tempo, que o calor está a começar a apertar, é ver toda a gente: "ai que calor, eu não aguento!", "meus Deus, quem é que consegue estudar com este calor?", "nossa, este calor devia ser proibido!". É gente, decidam-se! Afinal querem calor ou querem chuva? Se é quente, queixam-se porque é quente. Se é frio, reclamam porque é frio...
Eu cá acho muito bem que o bom tempo tenha chegado. E já não vem nada cedo! Finalmente vamos poder usar calções, vestidos e sandálias. Vamos poder bronzear um bocadinho e sair à noite sem casaco. Vamos beber cerveja de maçã fresca e comer sardinhas no jardim. Ahhhh, como eu tinha saudades deste tempo e deste Sol e deste calor! Welcome, my dear.
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