Fiz. Faço. Farei.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

21 anos, uma manta e uma lareira

Sinto-me velha. Reformulo: sinto-me pouco jovem.
Com apenas 21 anos, o que me mais me apetece é estar em casa, na companhia da família e do namorado. Pijama vestido, manta e chávena de chá. Uma lareira e um filme. Há programa melhor para um Sábado à noite chuvoso e frio?
Já não me lembro da última vez que fui a uma discoteca ou que saí à noite para só voltar às cinco da manhã, esgotada de dançar. Arrisco dizer que há mais de um ano que não sei o que é estar ansiosa todo um Sábado, pensar na roupa e fazer a depilação unicamente com o propósito de ir a uma festa daquelas mesmo boas.
Não me lembro e, sinceramente, não tenho saudades. Esta falta de vontade de sair veio, também, por causa de ter percebido que os meus "amigos", com quem passava os meus fins-de-semana, dispensavam a minha companhia e estavam-se nas tintas para mim. Tudo bem, se é assim, faço-vos o favor de não atrapalhar a vossa vida. Desde aí, fui deixando de sair e, com a chegada do mau tempo, a única coisa que me arranca de casa é um café num sítio calmo, na companhia do namorado e de outro casal de amigos.
Parece ridículo, mas tenho cada vez menos vontade e paciência para sair à noite. Isto é de mim ou acontece-vos o mesmo? Sou uma menina mas sinto-me na terceira idade. A bem dizer, há idosos bem mais fixes que eu.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

usa... mas não abusa

Como sabem, eu vivo numa residência. Partilho o quarto com uma amiga mas eu e ela costumamos dizer, com agrado, que este é o quarto do povo. Por tudo e por nada, param aqui mais umas quantas amigas que vêm estudar, comer, conversar, vêm preparar-se quando saímos juntas à noite e até vêm passar o fim-de-semana quando eu me ausento.
Tudo isto porque, como é óbvio, elas são nossas amigas, temos confiança umas com as outras mas, acima de tudo, porque eu e a minha roommate permitimos que elas o façam. Mas, no mínimo, há limites. Diria eu!
Uma coisa é o à-vontade de estarem aqui e de baterem à porta a qualquer hora e por qualquer razão. Outra coisa - que me tira do sério - é entrarem aqui sem baterem à porta! Foi o que acabou de acontecer: uma delas chegou aqui, meteu a mão no puxador e estava preparadíssima para entrar. Assim, de qualquer maneira! O que me vale é que me tranco quando estou sozinha e não quero ser incomodada. Se, por alguma razão, não quisesse ser interrompida, tinha de levar com ela. Mas afinal isto é o quê? O quarto é meu e, ainda assim, eu bato quando quero entrar (não vá a minha colega estar a fazer alguma coisa comprometedora...). E estas meninas pensam que isto é entrar e pronto!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Entre marido e mulher...

Um casal de amigos está ali na tangente entre acabar uma relação de muitos anos e ir arrastando um namoro onde não há beijos, onde não existe diálogo, onde mais depressa se ouve um "vai para o caralho" do que "estás linda(o) hoje".
Apesar da distância que nos últimos tempos se criou entre nós, e de uma série de assuntos mal resolvidos, continuo a gostar muito dos dois, a considerá-los grandes amigos e, como tal, a querer muito vê-los juntos e felizes.
Falo mais com ela, que me conta o que se passa entre eles, que desabafa comigo que não aguenta a situação mas que, ao mesmo tempo, não consegue tomar uma atitude e fazer alguma coisa pela relação.
No entanto, como amiga, e sabendo que um rapaz nunca se vai chegar à frente para falar dos problemas no namoro, há em mim uma vontade de ter uma conversa com ele, de lhe dar um pouco na cabeça [ele merece!!!], de o ajudar ou, simplesmente, de ouvi-lo. Parece-me que, acima de tudo, ele precisa de ser ouvido, de ter alguém que esteja do lado dele, que se mostre importado e consiga, pelo menos, dar-lhe mais clareza. Podia não ser capaz disto tudo, mas tentava. Como amiga, sinto que me "compete" ajudá-lo, seja de que forma for.
Mas depois vem-me aquela ideia de que entre marido e mulher, não se mete a colher. E a verdade é que já ouvi ele dizer a ela, entre dentes, e depois de ela ter estado a falar comigo, "agora conta-lhe tudo da nossa vida...". Franzi o sobrolho, principalmente porque detestei o tom que ele usou. Fiquei a pensar que ele não quer que eu saiba das coisas, que não tenho nada a ver com isso. Na verdade, não tenho. Mas quero ajudá-los porque os adoro e parte-me o coração saber que um namoro de quase dez anos vai acabar por estupidez de duas cabeças duras e teimosas. Será que, nestas situações, não se mete mesmo o nariz ou mais vale fazer o que me vai no coração e meter atrás das costas aquilo que o povo diz?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

sábado, 5 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Diz que o drástico é que resulta

E parece que diz bem. Cá em casa, tive de impor regras "drásticas" de maneira a conseguir a colaboração das colegas nas limpezas e arrumação da cozinha. Fui sempre boa e condescendente e no que é que isso deu? Balbúrdia a toda a hora. A nossa cozinha assemelhava-se a um campo de batalha. Era loiça suja e lavada em cima das bancadas, aparecia de tudo no ralo do lava-loiça, lixo a transbordar do caixote e mais coisas que não importa referir.
Disseram-me que, se fosse sempre amiguinha, nunca ia conseguir chegar a lado nenhum. Então transformei-me em Gordon Ramsay [sabem, o mauzão da "Hell's Kitchen"?] e, até ver, andam a portar-se muito bem. Anda tudo mais limpo, asseado e arrumadinho, tal como se quer.
Por enquanto, não quero pôr os foguetes antes da festa porque, na prática, ainda não ouve tempo para perceber se as medidas vão resultar. Mas depois começo a pensar que, na vida, eu também devia ser drástica, sobretudo quando as pessoas fazem de mim parva. Não devia ser má [não sou nem conseguia ser] mas devia impor mais "regras" porque a verdade é que nós somos tratados como deixamos que nos tratem.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Eu cá não sou de intrigas!


Mas era eu ser e esta imagem já estava na minha cronologia do Facebook.
Não sou de intrigas e também não sou de mandar recados. Digo o que quero dizer, quando me quiseres ouvir, cara-a-cara.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

de regresso à Vida

Acabo de fechar a mala e sorrio. Estou oficialmente de partida para Coimbra, desta vez para ficar. Apesar de não saber o que me espera quando chegar - mapas de limpeza, reuniões, as mesquinhices das imigas da ala - estou ansiosa por começar, a sério, o ano lectivo.
Quero e preciso, agora mais do que nunca, de me ocupar e distrair, de começar a acordar a pensar na aula que vou ter a seguir, de adormecer com as saudades do meu amor, de adiantar aquele assunto pendente desde as férias, de estar com os meus amigos.
Olá Coimbra! Please be good to me.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Lado bom da vida

Depois de escrever o post anterior, fui ver este vídeo, que tem corrido mundo. Uma lição de vida que nos ensina a sermos bons sem reservas, a darmos de nós pelos outros, a entregar-mo-nos ao próximo. Sempre acreditei que o bem que fazemos, recebemos a dobrar. Já fiz muito por pessoas que não mereceram, mas não me arrependo. E, conhecendo-me como me conheço, era capaz de repetir, mesmo sabendo que elas nunca me saberiam agradecer ou acarinhar. Não importa... afinal, faço-o porque me sinto bem com isso, porque me está no coração a vontade e disponibilidade de ajudar os outros. O que eles fazem com isso já é problema deles.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tola! Tola! Tola!

Ando eu a pensar em problemas com os "amigos", em coisas más, a dar importância a pessoínhas... Que tal pensar que falta menos de um mês para isto? Não é muito melhor e mais engraçado? Nós somos o que queremos.




sábado, 10 de agosto de 2013

Amiga era eu

Com a distância cada vez maior entre mim e os meus "amigos", com o afastamento e o mau ambiente que se tem vindo a criar [e esta história já tem largos meses], chego à conclusão que amiga era eu. Eu é que estou mal com esta história, embora de consciência tranquila, mas eu é que estou a sofrer com o estado das coisas. Desperdiço muito tempo e energia a pensar no que se têm passado, choro e revolto-me com as atitudes deles [ou falta delas]. Percebo agora, com uma lucidez cada vez maior, que tudo durou apenas enquanto lhes fui útil. Neste momento, sofro eu para um lado, enquanto eles, que agora já não precisam de mim para nada, vivem a vida deles despreocupados e sem a mínima consideração por mim. Na volta, há que pensar que foi melhor assim. Com o que tenho visto da parte deles, começo também a achar que não são amigos assim que quero ter para a vida. Se bem que isso já não existe. Tudo passa...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Xô, diabinhos desta vida

Parece que alguém me rogou uma praga por causa do estágio. Por mais que eu não conte nada da minha vida nem ande por aí a pôr foguetes antes da festa, há sempre alguém que fica roído de inveja e depois as coisas não acontecem. Confesso que não gosto de ter este género de pensamentos mas dadas as voltas que este assunto já deu, não consigo pensar de outra forma. Estamos numa nova fase do processo, vamos esperar uma resposta breve [e positiva].

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Então é assim

O meu blogue está equipado com um "GPS" virtual, que me permite saber, exactamente, quem me visita e onde e como cá chega e todas essas coisas fantásticas e maravilhosas. Que me servem, claro está, para investigar quem cá aparece que viva perto de mim, de terras que eu conheço e onde há pessoas que me conhecem.
Se me aparecem IPs de Lisboa, do Porto, de Faro... é igual. Mas quando alguém das vizinhanças e redondezas aqui chega, fico logo de orelhas no ar. Eu mudei de blogue porque já tinha muitos cuscos no outro lado, que não tinham nada que saber da minha vida. Claro que, se eu a escrevo, estou sujeita a que descubram. Mas aqueles sabiam porque eu, a determinado momento, decidi revelar que escrevia um blogue e pumba! - foi um tiro até que uma dúzia de pessoas andassem lá a meter o bedelho.
Agora fui ver o meu "GPS" e dei de caras com visitas recorrentes de endereços, no mínimo, estranhos. Eu, que não contei a ninguém deste novo blogue, será que tenho gente tããão interessada na minha vida e que me dá tanta importância que me procurou por aí até conseguir aqui chegar? Mau, Maria. Não têm vida própria?! Então arranjem e desapareçam daqui.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Espera aí: deixa-me rir!

Mãe dela: A Pam já tem a carta?
Minha mãe: Não, ainda não tem.
Mãe dela: Então ela já tem que idade?
Minha mãe: Tem 21. Ela bem que a quer tirar mas nós não temos dinheiro e para já ainda não podemos pensar nisso. Vai ter que esperar...
Mãe dela: Pois. A minha filha já tirou e já tem um carro. Mas claro, também não é fácil, com a despesa da Escola e a casa e blablabla.

Não é fácil, disse ela. Queixamo-nos sempre de nós mas se soubessemos a vida dos outros...
Uma mulher que não trabalha porque o ordenado do marido chega para viver. Dois filhos a estudar. A tal filha, mais nova do que eu, estuda no privado, onde as mensalidades devem rondar os 400 euros. Já tem carta e até já tem um carro próprio comprado pelos papás. E "não é fácil"!
Não é fácil é para mim, filha! Que tenho bolsa de estudo para poder tirar um curso, que ando à boleia e os meus pais entram às 8h e não têm horário de saída para poderem trazer um mísero ordenado que pague as nossas despesas.

quarta-feira, 17 de julho de 2013