Fiz. Faço. Farei.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

feliz aniversário meu amor.

tem momentos que penso se estou no caminho certo. mesmo passados quase dois anos, tem dias em que ainda me pergunto se terei tomado a decisão correcta e se fiz bem ter avançado com as coisas. são poucos os momentos e acontecem, sobretudo, quando algo em ti choca com os meu princípios, com a minha maneira de ser, com as minhas regras ou, outras vezes, com o meu estado de espírito. não gosto quando não me entendes como mulher, quando não aceitas as minhas más-disposições sem razão aparente, quando reclamas dos meus queixumes sobre a vida ou sobre os nossos "amigos". fico chateada quando me dizes a verdade daquela forma tão tua ou quando disparatas comigo por eu dizer sempre a mesma coisa, repetir-me insistentemente ou porque falo sempre os mesmos assuntos. fico mesmo mal quando te enervas e ficas agitado, quando queres bater nas portas para acalmar os nervos e quando discutes sem motivos para tal. nestas alturas pergunto-me onde é que me vim meter? e se mereço isso. fico abalada, triste, sinto-me pequena e de coração partido.
mas depois penso em todas as vezes que estamos juntos e me agarras com uma intensidade que só tu sabes, me puxas para ti e me beijas como se não houvesse amanhã. penso no teu olhar aberto e brilhante, fixado no meu. penso em todos os momentos únicos que tivemos, em todos os obstáculos e pessoas que conseguimos derrubar. penso em todas as gargalhadas, em todas as brincadeiras, em todas as vezes que nos divertimos à séria. recordo os nossos passeios, aquele que fizemos a pé perto da minha casa e aquele outro na Serra, bem longe de tudo e todos, naquele magnífico lugar onde nos amámos tanto. penso em todas as vezes em que somos um só e nos deliciamos de prazer. nas vezes em que me dizes amo-te ao ouvido, com a tua pele a tocar na minha. penso nas conversas que temos, nas vezes em que me ouves e em como me sabe bem que o faças, mesmo que não tenhas nada para dizer. penso em tudo o que fazes por mim, todas as boleias, todas as viagens até minha casa para estarmos juntos uma hora ou duas.
por isto que escrevo, e por muito mais que não escrevo, concluo que ter-te é, certamente, a minha maior sorte. percebo que valem a pena todas as discussões, todas as lágrimas, todas as saudades porque, no fim, resolvemo-nos, abraçamo-nos e seguimos em frente. e eu, hoje, jamais conseguiria seguir em frente sem ti.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Precisamente

da Martine, do À Procura da Terra do Nunca

"Com o tempo, quanto mais madura e segura de mim mesma me tornei, mais verifiquei que eu há poucos anos atrás ainda fazia parte de um grupo mundial de pessoas cujo coração acredita no bem dos outros sem sequer pestanejar. Eu acreditava piamente que as pessoas tinham o direito de errar sempre, porque eram humanas. Eu acreditava que se amasse alguém, isso bastaria para que a pessoa nunca me desiludisse. Achava que o meu amor por essa pessoa bastaria para que a pessoa, ciente do meu amor, se acautelasse com as suas acções. (...) Acreditava no bem das pessoas. No lado bom. Arranjava justificações para o seu lado mau. Era devido a algo que correra mal. Era devido ao mau tempo. Era devido a terem dormido mal. Era devido a estarem frustradas. Era devido às suas tristezas ou depressão. Era devido à chuva que naquele dia estava mais forte. Quanto mais segura de mim me tornei e quanto mais cresci mentalmente, mais me apercebi de que as pessoas têm o direito de errar, mas que se alguém errar grandemente connosco, ou mais do que as vezes aceitáveis, o mínimo que devemos de exigir à nossa própria auto-estima é que as arrasemos de tal maneira que nunca mais levantam um dedo para nos incomodarem. (...) Uma pessoa já muito sábia e com muitos anos na pele, disse-me, há dois anos atrás, que nós é que ensinamos aos outros como é que queremos que nos tratem. Se lhes ensinamos que nos podem tratar mal ou faltar-nos ao respeito, eles vão fazer exactamente como lhes ensinámos. Se lhes ensinamos que os amamos no matter what, eles vão testar essa teoria e fazer tudo o que lhes apetecer, porque afinal de contas, nós os amamos no matter what. Este é só o maior erro da história da humanidade. Gostarmos dos outros sem restrições ou racionalidade. Cada vez mais acredito que a racionalidade é um bem essencial às relações humanas. Se só racionalidade é bom? Não. De maneira nenhuma. Continuo a achar que podemos amar alguém com todo o nosso coração. Mas tenho a certeza absoluta de que devemos levar o nosso cérebro connosco."

quarta-feira, 10 de julho de 2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Como passar menos tempo no computador


Já o tenho desde que fiz anos, há uns bons 5 meses. Foi-me oferecido pelo dito-cujo e ainda o comecei a ler. Mas vieram as frequências, depois as reuniões sucessivas do carro, a preparação da Queima e os exames e nunca mais lhe toquei. Meti-o para uma prateleira qualquer e lá ficou, a apanhar pó.
Mas hoje, cansada das horas que passo em frente ao computador, e porque as férias são mesmo a única altura em que uma pessoa se pode dedicar a fazer tudo o que gosta [inclusive a ler], vou retomar a leitura. De certeza que vou adorar, afinal a Margarida é sempre a Margarida.

é isso

terça-feira, 18 de junho de 2013

"A vida é um eterno regresso a casa"

Voltei. As saudades que tenho da blogosfera já não me cabem no peito.
Não tenho a certeza se estive longe o tempo suficiente mas não conseguia sentir esta falta muito mais tempo. Já tenho três anos de "casa" e, para ser sincera, não consigo ir embora de vez.
Gosto muito de ter um blogue, de escrever para mim e para quem me lê [leia-se, para quem gosta de me ler]. Tenho saudades de desabafar, de ser eu nas minhas palavras. As palavras são o que melhor me define, sempre disse que era uma pessoa de palavras. Escrever é um refúgio, é uma terapia.
Tudo isto para avisar, a quem antes me lia, que estou de volta. E, ao mesmo tempo, para abrir os braços a quem ainda não me conhece e dizer que serão sempre bem-vindos a este meu cantinho. Fiquem!