Fiz. Faço. Farei.

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

A forma como os outros te tratam...

Acredito que os outros te tratam da forma que deixas que eles te tratem. Se dás um bocadinho de confiança hoje, amanhã já querem o dobro. "Se lhes dás um dedo, querem a mão toda". Pois que algumas pessoas habituaram-se a falar comigo de tudo e mais alguma coisa por obterem sempre um conselho, uma opinião, umas palavras. Se me diziam as coisas, algum retorno haveriam de querer de mim. Habituei alguns mal: usavam isso contra mim, inventavam mais do que eu dizia, julgavam-me pela minha opinião.
Aprendi, portanto, que agora oiço aquilo que eles me dizem (se tiverem a iniciativa de me dirigirem assuntos) mas sou voz passiva. Só sirvo para ouvir. Ainda há uns tempos uns colegas me contaram coisas a respeito de outros colegas que não estavam ali naquele momento. Nem a minha boca abri. Falaram, contaram-me mil e uma histórias dos outros e eu sempre calada. Eles olhar para mim, como que à espera de ouvir o que eu achava, de ter uma opinião. Queriam mais achas na fogueira mas eu fiz-me de esperta e não falei.
E não há nada como batermos várias vezes com o nariz na porta para aprendermos que a temos de abrir com cuidado para não nos magoarmos outra vez.

quinta-feira, 6 de março de 2014

O Universo a conspirar...


Comprei, há uns bons meses, um daqueles vouchers para um fim-de-semana a dois. Na altura, agendei para Dezembro e depois tive que adiar porque não me apetecia perder um fim-de-semana das "férias" para ir passear. Tinha mais é que estudar.
Então alterei a data e ficou para finais de Março. Estava tudo bem, até saber que calha no fim-de-semana que antecede uma frequência. Que raio de sorte a minha!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

21 anos, uma manta e uma lareira

Sinto-me velha. Reformulo: sinto-me pouco jovem.
Com apenas 21 anos, o que me mais me apetece é estar em casa, na companhia da família e do namorado. Pijama vestido, manta e chávena de chá. Uma lareira e um filme. Há programa melhor para um Sábado à noite chuvoso e frio?
Já não me lembro da última vez que fui a uma discoteca ou que saí à noite para só voltar às cinco da manhã, esgotada de dançar. Arrisco dizer que há mais de um ano que não sei o que é estar ansiosa todo um Sábado, pensar na roupa e fazer a depilação unicamente com o propósito de ir a uma festa daquelas mesmo boas.
Não me lembro e, sinceramente, não tenho saudades. Esta falta de vontade de sair veio, também, por causa de ter percebido que os meus "amigos", com quem passava os meus fins-de-semana, dispensavam a minha companhia e estavam-se nas tintas para mim. Tudo bem, se é assim, faço-vos o favor de não atrapalhar a vossa vida. Desde aí, fui deixando de sair e, com a chegada do mau tempo, a única coisa que me arranca de casa é um café num sítio calmo, na companhia do namorado e de outro casal de amigos.
Parece ridículo, mas tenho cada vez menos vontade e paciência para sair à noite. Isto é de mim ou acontece-vos o mesmo? Sou uma menina mas sinto-me na terceira idade. A bem dizer, há idosos bem mais fixes que eu.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Entre marido e mulher...

Um casal de amigos está ali na tangente entre acabar uma relação de muitos anos e ir arrastando um namoro onde não há beijos, onde não existe diálogo, onde mais depressa se ouve um "vai para o caralho" do que "estás linda(o) hoje".
Apesar da distância que nos últimos tempos se criou entre nós, e de uma série de assuntos mal resolvidos, continuo a gostar muito dos dois, a considerá-los grandes amigos e, como tal, a querer muito vê-los juntos e felizes.
Falo mais com ela, que me conta o que se passa entre eles, que desabafa comigo que não aguenta a situação mas que, ao mesmo tempo, não consegue tomar uma atitude e fazer alguma coisa pela relação.
No entanto, como amiga, e sabendo que um rapaz nunca se vai chegar à frente para falar dos problemas no namoro, há em mim uma vontade de ter uma conversa com ele, de lhe dar um pouco na cabeça [ele merece!!!], de o ajudar ou, simplesmente, de ouvi-lo. Parece-me que, acima de tudo, ele precisa de ser ouvido, de ter alguém que esteja do lado dele, que se mostre importado e consiga, pelo menos, dar-lhe mais clareza. Podia não ser capaz disto tudo, mas tentava. Como amiga, sinto que me "compete" ajudá-lo, seja de que forma for.
Mas depois vem-me aquela ideia de que entre marido e mulher, não se mete a colher. E a verdade é que já ouvi ele dizer a ela, entre dentes, e depois de ela ter estado a falar comigo, "agora conta-lhe tudo da nossa vida...". Franzi o sobrolho, principalmente porque detestei o tom que ele usou. Fiquei a pensar que ele não quer que eu saiba das coisas, que não tenho nada a ver com isso. Na verdade, não tenho. Mas quero ajudá-los porque os adoro e parte-me o coração saber que um namoro de quase dez anos vai acabar por estupidez de duas cabeças duras e teimosas. Será que, nestas situações, não se mete mesmo o nariz ou mais vale fazer o que me vai no coração e meter atrás das costas aquilo que o povo diz?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

boa alimentação, saúde no coração

Por não ser gulosa [mesmo nada!], é raro comer doces. Como muitos legumes, de todas as cores, formas e feitios. Intercalo refeições de peixe com refeições de carne. É raro fazer fritos. De forma geral, sempre achei que tinha uma alimentação saudável.
No entanto, nos últimos tempos, tenho avaliado mais aquilo que como e, para ser sincera, se calhar não sou assim tão saudável quanto penso que sou. Senão vejamos:
- Abuso no sal: pergunto às minhas colegas se salgo a comida e elas não notam. No entanto, eu própria sinto que ponho muito sal e, muitas vezes, além do resto dos temperos, ainda junto um caldo.
- Abuso nos ovos: esta semana já comi quatro. Um cozido, no início da semana, e três ontem, na omelete de fiambre que fiz ao lanche. Um exagero, eu sei. Mas os ovos são aquela perdição à qual não consigo fugir. Há quem compre uma barra de chocolate para ter durante a semana e devora-a entre o supermercado e a casa...
- Não como fruta: quero dizer, vou comendo. A escolha é pouca e eu já sou esquisita. Agora no Outono é pior ainda, porque só gosto de clementinas, romãs e quivis.
Para além deste erros na alimentação, cometo outro grande pecado: não faço qualquer tipo de exercício físico. Um erro do tamanho do Mundo, o qual sinto vergonha de assumir. Um momento em que se profetiza cada vez mais a importância da actividade física, os benefícios que isso traz para a mente e para o corpo... e eu com o rabo quase quadrado. Já não me lembro de suar como no 12º, quando fazia aulas de Educação Física. Já lá vão quatro anos!!!
Bem, mas tudo isto me veio hoje à mente porque me ando a sentir mal do coração. É verdade! Principalmente após as refeições, sinto um aperto enorme no peito, uma sensação de que me estão a estrangular o coração, de que a qualquer momento me vai dar um ataque e passar desta para melhor. Como isto se tem repetido [e eu ando cheia de medo], já marquei uma consulta na Cardiologia. Espero que não se passe nada, mas só depois de fazer uns exames é que se pode saber. É que, a bem pensar, a minha família paterna tem um grande historial de doença cardíaca. E isto ainda agrava mais a minha condição de saúde, apesar dos meus tenros 21 anos.
Quero mudar de hábitos. Quero e preciso, que é bem diferente. Vou começar por traçar um plano de refeições semanais, nada de muito exaustivo, só para poder controlar mais aquilo que como. Incluir mais verduras, mais peixe e menos carne, menos pão, gorduras e charcutarias. Reduzir os hidratos à noite e quando der a fome após o jantar, fazer uma refeição leve. Beber mais água durante o dia. Comer mais fruta e menos ovos.
Quanto à actividade física... eu sei que tudo depende da minha força de vontade. Portanto, é apenas uma questão de decidir o que fazer, como fazer e com quem fazer - sim, porque ter companhia torna tudo mais interessante! Coimbra é grande e o que não faltam são opções. O que falta é mesmo motivação e nada melhor que Novembro para começar a saga.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

as saudades que vocês dizem ter daqui

Nunca percebi bem o que me motivou a desligar do blogue. Na verdade, o outro é que era o meu sítio, apesar de isto ter mais a ver com alma do que com o espaço virtual.
Se calhar foi isso, se calhar perdi a alma e, depois disso, a vontade. Antigamente, tudo me servia para vir aqui. As novidades atrapalhavam-se, eu tinha sempre algo em mente para publicar. Agora, parece que nada me serve de assunto e nunca tenho aquela vontade enorme de chegar a casa e querer escrever alguma coisa.
Por vezes, quando me lembro, dou uma vista de olhos nos cantinhos que mais gosto, embora nem comente. Outro dia, andei a ler um dos sítios que me é mais querido e fiquei verdadeiramente feliz com as novidades. É isto que nos dá este lado dos blogues - o carinho e empatia por alguém que está do outro lado, que nós nem sabemos exactamente quem é, mas por quem sentimos pura amizade. É saber que temos sempre lá aquela pessoa, aquele amigo.
Confesso ter saudades disto. Confesso ter vontade de voltar, de escrever tudo e mais alguma coisa, do mais idiota ao mais profundo. Confesso ter saudades de vos ouvir, de vos receber. E como tenho vindo a receber comentários que mostram, também, as saudades que vocês têm de mim e da vida que havia aqui, prometo e espero voltar em breve. Portanto, até amanhã!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Diz que o drástico é que resulta

E parece que diz bem. Cá em casa, tive de impor regras "drásticas" de maneira a conseguir a colaboração das colegas nas limpezas e arrumação da cozinha. Fui sempre boa e condescendente e no que é que isso deu? Balbúrdia a toda a hora. A nossa cozinha assemelhava-se a um campo de batalha. Era loiça suja e lavada em cima das bancadas, aparecia de tudo no ralo do lava-loiça, lixo a transbordar do caixote e mais coisas que não importa referir.
Disseram-me que, se fosse sempre amiguinha, nunca ia conseguir chegar a lado nenhum. Então transformei-me em Gordon Ramsay [sabem, o mauzão da "Hell's Kitchen"?] e, até ver, andam a portar-se muito bem. Anda tudo mais limpo, asseado e arrumadinho, tal como se quer.
Por enquanto, não quero pôr os foguetes antes da festa porque, na prática, ainda não ouve tempo para perceber se as medidas vão resultar. Mas depois começo a pensar que, na vida, eu também devia ser drástica, sobretudo quando as pessoas fazem de mim parva. Não devia ser má [não sou nem conseguia ser] mas devia impor mais "regras" porque a verdade é que nós somos tratados como deixamos que nos tratem.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

de regresso à Vida

Acabo de fechar a mala e sorrio. Estou oficialmente de partida para Coimbra, desta vez para ficar. Apesar de não saber o que me espera quando chegar - mapas de limpeza, reuniões, as mesquinhices das imigas da ala - estou ansiosa por começar, a sério, o ano lectivo.
Quero e preciso, agora mais do que nunca, de me ocupar e distrair, de começar a acordar a pensar na aula que vou ter a seguir, de adormecer com as saudades do meu amor, de adiantar aquele assunto pendente desde as férias, de estar com os meus amigos.
Olá Coimbra! Please be good to me.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Hoje estou numa de escrever

Saber reconhecer quem são os nossos amigos talvez seja algo que se ganhe com a idade. Ou com a experiência, que é quase sempre o mesmo que mentalidade.
Com o passar do tempo, tenho cada vez mais cautela com as pessoas e sinto, ao conviver com elas, que não me posso iludir com as primeiras conversas, com os primeiros encontros ou saídas nem tão pouco com as primeiras confidências. Sempre chega o momento em que, por qualquer razão, nos desiludimos e ficamos de coração partido. Porque não chegam dias, não chegam meses nem chega uma vida para conhecermos, verdadeiramente, as pessoas com quem nos damos. Isto se, alguma vez, conseguirmos estar ao lado delas uma vida...
Em tempos, chamava amigo às pessoas mais próximas, com quem saía à noite ou ia tomar um café, com quem partilhava meia dúzia de momentos da vida e com quem podia contar para este ou aquele favor. Mas agora percebo que nem sequer há descrição para definir o que é um amigo.
Eu pensava que tinha muitos, talvez uns dez. Se, há uns anos, os pusesse numa árvore e fizesse deles maçãs, quase todos, hoje, tinham caído de podres. Com o passar dos anos, sinto que não tenho tantos amigos assim. Não sei se chego a ter três amigos verdadeiros, daqueles que me compreendem incondicionalmente, que me aceitam como sou, que me ajudam e me pedem ajuda sem segundas intenções, que me mimam e amam de coração. Quanto amigos tenho, não sei. Mas sei, felizmente e finalmente, que amigos eu não tenho.


sábado, 10 de agosto de 2013

Amiga era eu

Com a distância cada vez maior entre mim e os meus "amigos", com o afastamento e o mau ambiente que se tem vindo a criar [e esta história já tem largos meses], chego à conclusão que amiga era eu. Eu é que estou mal com esta história, embora de consciência tranquila, mas eu é que estou a sofrer com o estado das coisas. Desperdiço muito tempo e energia a pensar no que se têm passado, choro e revolto-me com as atitudes deles [ou falta delas]. Percebo agora, com uma lucidez cada vez maior, que tudo durou apenas enquanto lhes fui útil. Neste momento, sofro eu para um lado, enquanto eles, que agora já não precisam de mim para nada, vivem a vida deles despreocupados e sem a mínima consideração por mim. Na volta, há que pensar que foi melhor assim. Com o que tenho visto da parte deles, começo também a achar que não são amigos assim que quero ter para a vida. Se bem que isso já não existe. Tudo passa...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Queria poder dizer

"Tanto fiz que agora tanto faz", mas estaria a mentir. Tento-me convencer que o assunto é indiferente, que depois deste tempo todo há que seguir em frente e aprender a lição que a vida me quis dar mas a verdade é que me custa acabar com isto assim, de forma radical e sem uma conversa. Eu podia seguir em frente, podia, mas não sem uma conversa, um diálogo final para pôr tudo em pratos limpos, limpar o coração e a alma das mágoas que aqui moram. E depois sim, seguia a minha vida em paz. Embora tantos anos deitados para o lixo em tão poucos meses sejam difíceis de esquecer. E é quando mais queremos ultrapassar os problemas que mais memórias e obstáculos surgem...

terça-feira, 30 de julho de 2013

Pronto, nada feito

Após muitos contactos, muitos e-mails, muitos telefonemas, já não me restam opções para fazer estágio. Não sei que raio aconteceu em Coimbra que, este ano, todas as entidades recusaram estagiários. Como a minha zona não é propriamente rica em serviços farmacêuticos, sejam eles quais forem e, dado que ainda não posso conduzir, a oferta ficou mesmo limitada. Assim sendo, rendo-me às evidências: este ano não estagio, não trabalho, não faço nada. Ao menos tenho a consciência que fiz tudo o que podia e tentei todas as hipóteses. Mas não dependia só de mim. A ver se penso no que fazer nos próximos 30 dias. Alguém tem ideias?

domingo, 7 de julho de 2013

Querida, mudei o quarto!

O meu irmão, que agora está em casa de férias, tem sempre que andar entretido com qualquer coisa. É normal e acho bem - tomara eu ter vontade de andar sempre de um lado para o outro como ele anda, mesmo que seja preciso estar na rua com este calor.
Agora deu-lhe na cabeça de mudar o quarto. Desmanchou a secretária, alterou a disposição do mobiliário todo, pintou a cama, fez umas mesas de cabeceiras lindas e modernas. Está ali com um projecto digno de um qualquer quarto da revista "CASA & decoração".
Mas o que me está aqui a tirar do sério é que não pára de martelar. Já estou farta de ouvir pum-pum-pum! É Domingo, rapaz! Tem andado com aquilo toda a semana mas hoje? Com esta estafa que não se aguenta nem sentada apenas a respirar?
Não sei como é que ele consegue mas só pode ser muita dedicação e gosto pelo que anda a fazer. E eu aprecio muito que assim seja. Mas, por amor de Deus, ao menos que pare de martelar e de fazer barulho com berbequins e aspiradores, que já sinto os pregos a furarem os meus tímpanos!