Fiz. Faço. Farei.

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

# quarenta e seis - ERASMUS UAH

Uma vez que no próximo fim-de-semana regresso a casa, tirei o dia de hoje para ir a Toledo. Combinei com um colega de estágio e pela manhã já estávamos a caminho.
O dia foi passado a seguir o mapa e tentar cumprir o roteiro turístico da cidade, que num dia se visita de uma ponta à outra.
Toledo fez-me lembrar Coimbra. A subir e a descer, cheia de declives, e o rio a banhar as margens da cidade. Fiquei encantada com a Catedral, linda de morte. Com alguma pena, não visitámos o interior porque 8€ para entrar é um preço abusador... mas por fora já é suficientemente bonita. Adoro arquitecturas trabalhadas, demasiado esculpidas, torres altas e cheias de detalhes e formas. Esta é tudo isto e é realmente admirável.
Almoçámos num pequeno restaurante e ainda provámos o massapão típico. Conseguimos visitar toda a cidade e aproveitámos bem o dia.
Mas depois de subir e descer tanto, acabámos o dia de rastos. Eu acho que dormi em todos os transportes que apanhei até chegar a casa. Mas valeu a pena e ao menos tive a oportunidade de sair de Madrid e visitar outra região.
[24/10/2015]






segunda-feira, 2 de novembro de 2015

# quarenta e cinco - ERASMUS UAH

Partilho com vocês um sítio que fui visitar, um bocado sem querer, um bocado sem expectativa e depois de 1h30 de comboio. Já me estava a passar com uma viagem tão grande, parecia que nunca mais chegava e arrependi-me mil vezes de estar a perder tempo.
Mas depois, quando cheguei lá, arrependi-me de tudo o que tinha pensado antes. Apresento-vos o Palácio Real de Aranjuez, que fica na localidade que lhe dá nome, a cerca de 50 Km de Madrid. Infelizmente, como não sabia que demorava tanto a chegar, saí de casa um pouco tarde e não cheguei a tempo de entrar para visitar por dentro. Contudo, valeu bem a pena observá-lo por fora e toda a envolvência daquele lugar.
Estava um dia solarengo e outonal, tal como eu gosto. Quase não havia pessoas, e o ambiente era sossegado, silencioso, mágico. Os jardins estavam abertos ao público e foi aí que me perdi... Como sempre, os canteiros muito bem arranjados, espaços verdes saudáveis e bonitos, as flores acabadas de mudar e vivas como só elas. As cores do outono misturadas com a humidade das primeiras chuvas, as folhas verdes, amarelas e castanhas. E flores violeta aqui e acolá, a encher de cor um lugar verde a perder de vista. Fontes com quedas de água, monumentos de pedra coberta de musgo, o Tejo a passar ali ao lado...
Não fazem ideia de como adorei estar ali. Sozinha, perdida e encontrada nos meus pensamentos, num fim de tarde que me soube pela vida. Posso dizer-vos que foi dos sítios onde mais gostei de estar e que mais me entrou.
[22/10/2015]






sábado, 3 de outubro de 2015

# trinta e dois - ERASMUS UAH

Mais um Sábado de visita a Madrid. Tenho um colega de estágio que todos os fins-de-semana vai para lá porque tem a família a viver mesmo no centro. Só que, para sua triste sorte, fica sempre por casa sem fazer nada. Então combinámos de ir passear juntos pela cidade.
Ficam algumas fotos para verem por onde andámos.







quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Não sei se já vos contei, mas sou uma viciada em fotografia

 



E um dia vou comprar uma máquina das boas e fazer um curso. Fotografar é algo que faço por passatempo mas quero melhorar a técnica e aprender todos os truques.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

# vinte e cinco - ERASMUS UAH

Ser estudante (estagiária) ERASMUS é, sobretudo, ser turista. É aproveitar que se está num país diferente e numa cidade nova, para se viajar o mais possível. Infelizmente, nesta Espanha imensa, as cidades que mais gostava de conhecer estão muito longe e fica muito caro ir até lá. De qualquer forma, é minha obrigação, antes de ir a Valência, a Toledo ou a Granada, visitar tudo o que tenho à porta de casa [e que é realmente bonito!] e saber mais sobre a Universidade que me está a acolher. Por isso, a convite do Y., meu colega de estágio, passei a tarde a passear por Alcalá.
Fomos ao Museu Casa Natal de Cervantes, pois aqui nasceu esse génio da literatura espanhola e internacional. Fomos ao Museu Arqueológico, à Catedral Magistral e depois tínhamos uma visita guiada à Universidade.
O P., outro colega de estágio, juntou-se a nós e à hora marcada lá estávamos nós os 3, um casal de turistas e a guia, prontos a iniciar a visita. Posso-vos dizer que, em geral, nunca participo em visitas guiadas. Por norma são coisas caras, os guias nem sequer falam português e é uma coisa à qual, para ser sincera, nunca dei o devido valor. Mas acho que depois desta... não vou desprezar mais nenhuma. ADOREI.
Começámos a visita pela fachada do edifício (século XVI), da qual eu já tenho umas quantas fotos e para a qual já olhei uma dezena de vezes. É realmente bonita, mas nunca achei tão bonita como hoje. Explicou-nos todos os desenhos, todos os símbolos, todos os significados que uma "simples" fachada pode ter. Imperdível!
Depois prosseguimos para os pátios [que são um sonho... podia casar-me aqui!] e depois para o Salão dos Actos, ou Paraninfo, que é o equivalente à Sala dos Capelos da UC. Linda, linda. Fiquei absolutamente impressionada com as histórias que a guia contou sobre a cerimónia de graduação dos estudantes. Para terem uma ideia, a graduação durava cerca de 3 dias e a prova era muito dura. De um lado do estudante, estava uma pessoa que lhe dava ânimo e força. Mas do outro lado, estava um oponente que TUDO fazia para o distrair: interromper o seu discurso, cantar ou mesmo apalpar-lhe o rabiosque. Assim como ao público, que basicamente podia ser toda a cidade, tudo era permitido: gritar, berrar, chorar, encenar uma peça de teatro, whatever. Foram muito poucos os que conseguiram "a glória" dentro daquela sala.
A visita prossegue para o Colégio Menor, onde os estudantes estudavam línguas e onde só se podia falar latim. Na época, quem fosse ouvido conversar noutra língua que não o latim, ia para a prisão académica...
Depois, e para finalizar, a guia leva-nos à Capela de San Ildefonso, onde está o túmulo do fundador da Universidade, Cardenal Francisco Cisneros. A decoração da capela é lindíssima, com as paredes esculpidas de forma espectacular.
No entanto, desconcentrei-me das paredes quando oiço a senhora do grupo a dizer "treze, quatorze, quinze... vê lá, são quinze símbolos que estão nesta parede!". Assim, em português de Portugal. Já me tinha parecido que o homem falava aportuguesado, mas pensei que fosse só um mau espanhol. Mas depois ouvi a mulher e tirei todas as dúvidas. Perguntei-lhes "Desculpem, os senhores são portugueses?". Eram de Lisboa, vejam que engraçado. Perguntaram porque estava aqui a estudar e, nas despedidas, desejaram-me sorte, felicidade e bom estágio. São assim os portugueses.

Casa Natal de Miguel de Cervantes

Pormenor de uma divisão da casa de Cervantes

Catedral Magistral de Alcalá de Henares

Fachada da Universidade de Alcalá de Henares (UAH)

Pátio dos Filósofos

Mais dois pátios da Universidade

Colunas da antiga Universidade que serviam de cerco à porta do edifício

sábado, 12 de setembro de 2015

# quinze - ERASMUS UAH

Para vos contar como foi o meu dia de hoje, apenas vou deixar algumas fotografias e uma nota breve que é: nunca tinha visto TANTA gente junta numa só rua. Gran Vía ao poder!