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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Hoje venho chateada do trabalho

Há dias em que perco a paciência com as pessoas. Com as pessoas, em particular, que vão à farmácia. Pessoas que, quando precisam, é pedir favores e vendas suspensas [trata-se de dispensar medicamentos sujeitos a receita médica sem a receita, ficando a aguardar que a mesma nos seja entregue depois], e ficar a dever. Mas depois chegam ali armadas em carapaus de corrida, estúpidas, mal-humoradas, arrogantes.
Não têm paciência para esperar? Temos pena. Venham outro dia.
Não temos o medicamento disponível no momento? Temos pena. Quando vão ao talho e não há bife da vazia têm de lá voltar, não é? Se forem à procura de salmão e só houver sardinha e bacalhau também berram com a peixeira?
Não entendem porque devem um medicamento desde Julho? Que tal nos deixarem explicar a razão, indicar quem fez a venda, o que aconteceu depois e tentar fazer-vos entender o motivo de terem aquilo na ficha?
Hoje só me calharam imbecis. Três em menos de nada. Até suei das vistas, enervada que estava. Garanto-vos que se não fosse por estar numa farmácia tinha-lhes respondido à letra. No mesmo tom arrogante com que falaram para mim. No mesmo modo "sem modos".
Pergunto-me se estas pessoas reclamam e falam assim noutros sítios onde vão. Falam assim mal às empregadas dos supermercados?  Falam assim nas finanças? E, só por acaso, falam assim ao médico? Dá mesmo vontade de as mandar dar uma volta. Que se aviem noutra farmácia, que vai na volta e mais um estúpido, menos um estúpido, não há-de ser por isso que o negócio vai à falência. Mas uma pessoa tem que respirar fundo, manter a postura, ai e tal que "o cliente tem sempre razão" e temos que segurar as pessoas e não podemos perder clientes e mais uma série de coisas certas mas que, nestes momentos, são verdadeiras balelas. Às vezes é mesmo difícil segurar os nervos e mantermos a calma com estas bestas.

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