Fiz. Faço. Farei.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Um pensamento que me ocorreu

Antes mesmo de iniciar a minha aventura em Espanha decidi "informar" uma amiga de que iria passar dois meses fora. Antes mesmo de partir, fui lá a casa falar com ela, dizer-lhe que ia fazer um estágio para Madrid, contar um pouco do que tinha sido a minha vida e as minhas novidades últimas, porque fazia tempo não estávamos juntas nem púnhamos a conversa em dia.
Ora, menos de um ano depois, celebro em minha casa a minha formatura, convido amigos e família e... não a convidei. Não fazia parte da lista, não se incluía no grupo de pessoas que eu gostaria que estivessem presentes. A festa já foi há quase um mês, não faço ideia se ela já soube se essa festa aconteceu e nem um ai da minha parte mas... estou-me a marimbar.
É estranho como em tão pouco tempo tanta coisa pode mudar. Em Setembro acho que fiz o que tinha de ser feito - já que não falávamos há tempo e eu ia estar fora, entendi que deveria ir dizer-lhe o que se ia suceder comigo. Como amigas, como "eu gostaria de partilhar contigo esta novidade". Irónico é que, nesse mesmo dia, percebi que ela não tinha nada para partilhar sobre a vida dela e que pouco ou nada tinha a dizer sobre a notícia que lhe fui contar. A partir daí entendi que já não existia nada entre nós que justificasse mais conversas, mais partilhas de aventuras, histórias, notícias, o que quer que fosse.
Não me arrependo nem um bocadinho de lá ter ido a casa contar que ia embora. E muito menos me arrependo de não a ter incluído nos convidados desta festa que fiz cá em casa, na qual só fazia questão que estivessem presentes os verdadeiros amigos e a minha família. Se a convidasse seria pura hipocrisia da minha parte. Se não temos nada, se não somos nada, o que vinha ela aqui fazer?
Realmente penso em quão rápido tudo pode mudar. Num dia vou lá a casa contar da minha vida, no outro já não a quero num dia tão importante para mim. Mas foi ela que, no dia em que me recebeu, também me expulsou e afastou da sua vida. E para vos ser sincera... estou bem melhor assim.

1 comentário:

Ju. disse...

E é importante percebermos isso, também. Quais são as pessoas que ainda fazem sentido e quais as que deixaram de fazer, seja lá por que razão for. Custa - bem sei que sim! - mas o que importa é que, tal como disseste, estás melhor assim! (:
Beijinho*