Fiz. Faço. Farei.

terça-feira, 17 de maio de 2016

para lidar com algumas pessoas deixo o coração em casa

No Domingo foi dia de comunhão de uma prima. Para a ocasião foram chamados os tios, padrinhos e toda uma multidão. O padrinho da garota é emigrante [e nosso tio emprestado] e chegou, com a nossa tia, na Terça-feira passada. Ele adora-me e, vai na volta, com tantas saudades que não podiam esperar para me vir visitar em casa, arranjaram forma de ir ter comigo ao meu local de trabalho. É uma coisa que detesto, esta mania de me importunar nestes sítios! Menos mal que, desta vez, arranjaram um propósito para ir à farmácia e decidiram comprar umas protecções em borracha para as canadianas da minha avó, que disseram já estar gastas.
Quem os atendeu não fui eu! Quem encomendou as peças para as canadianas não fui eu! Eu só fui cumprimentá-los, dar aquele ar da minha graça - porque eles perguntaram imediatamente por mim à minha colega. A minha tia deixou tudo pago e depois eu trouxe aquilo para a minha avó, tendo mandado pelo meu pai porque não tive oportunidade de passar em casa dela.
Ora então, na comunhão, a sempre querida [not!] e contida [not!] e cheia de razão [not!] da minha avó, frente às irmãs e família-desconhecida-que-só-se-encontra-em-festas-ou-funerais, decide armar-se em parva e berra-me, como se eu tivesse feito uma grande asneira:
- Eu vou-te bater!!! [isto com um canadiana na mão, apontada a mim como arma de arremesso]
- Porquê? - perguntei.
- Porque aquela porcaria que me mandaste não presta para nada! Não vale nada! Aquilo não cabe nas muletas, não é nada daquilo que eu eu quero!!!
E eu pouco ou nada argumentei, apenas deixando claro que não fui eu que encomendei nada daquilo, que se alguém se enganou, foi a pessoa que atendeu os meus tios. Nem sequer dei espaço para mais conversa.
Não fiquei particularmente triste nem chateada. Afinal, não tinha sido eu a tratar do assunto. E esta atitude baixa de me querer pôr mal, de me rotular frente às outras pessoas como uma burra, uma incompetente, uma atrasadinha, não me surpreende nem comove. Enfim... É só uma forma de chamar a atenção - para ela, claro está! -, que nestes dias de festa perde completamente as estribeiras e acha que lhe fica muito bem dizer mal da neta em frente às irmãs, às tias que vêm de longe, ao irmão que não via há meses, a toda uma série de gente da minha família mas que, a mim, não me são nada.

Sem comentários: