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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A arte de tirar açúcar ao café

Eu adoro café. E não só adoro, como me vejo obrigada a bebê-lo todos os dias, sob pena de se instalar, ali pela hora do meio dia, uma dor de cabeça infernal. É o meu único vício e noto bem a abstinência.
Sempre o tomei com açúcar, por norma um pacote. De vez em quando lá punha menos um bocadinho, mas sem açúcar é que não dava. In-tra-gá-vel, assim descrevia se me atrevia a beber o café sem estar doce.
Depois vi uma reportagem sobre os malefícios do açúcar e ouvi uma especialista a dizer "Daqui a uns anos vamos ver o açúcar da mesma forma que hoje vemos o tabaco". E aquilo bateu forte. O açúcar? Igual ao tabaco? Tenho que começar a cortar. E como o meu namorado já abandonou o açúcar do café há muitos anos, decidi que me ia juntar a esse grupo.
Se foi fácil? Não foi. Quis começar logo à bruta, a beber sem açúcar nenhum. Não conseguia, que horror. Mas fui tirando aos poucos, fui diminuindo cada vez mais o sabor doce, depois lá voltava ao pacote todo quando me esquecia desta minha luta. Também fui bebendo cafés mais fracos e pouco intensos, para me adaptar melhor ao sabor puro do café sem sentir a falta do açúcar.
E hoje lembrei-me de colocar uma colher de chá mal cheia de açúcar e, "que horror", este café enjoa-me e sabe-me mal. Não dá mesmo!
Devagar, devagarinho, consegui desabituar-me de adocicar o café e já não consigo beber com açúcar. O mesmo é válido para quem queira deixar de fumar. Vocês vão lá.

3 comentários:

Maria Francisca disse...

É porque o açúcar é um vício terrível em todas as suas formas. Quanto mais consomes, mais queres. É terrível!

Andrea disse...

Eu quando bebo sem açúcar acabo por mexer com pau de canela :)

Jude disse...

Eu já bebo sem açúcar há mais de dois anos e é como dizes, quando por acaso me servem um café com açúcar já não consigo beber!