Fiz. Faço. Farei.

sábado, 21 de novembro de 2015

# cinquenta e dois - ERASMUS UAH

Depois das despedidas no último dia do estágio, foi a vez de almoçarmos todos juntos [eu, o meu irmão e os meus colegas de estágio] num buffet de massas.
Uma vez que era o meu último dia com eles, a A. sugeriu almoçarmos naquele sítio, petiscar umas tapas ao fim do dia e ir salir de fiesta noite dentro, para fazer as despedidas à séria. Na parte da tarde, eu decidi que ia com o meu irmão a Madrid, para visitar o Estádio do Real Madrid e fazer a chamada Tour Barnabéu.
Depois de almoçar, e em modo reboludos [cuanta comida, İseñores!], lá fomos a correr apanhar o comboio e depois o metro para nos pormos no Estádio o mais cedo possível.
Começámos a Tour já depois das 17h e saímos de lá era noite escura. Vemos o estádio de uma ponta à outra, desde as bancadas, onde se sentam 85 mil pessoas, até aos balneários dos visitantes, a tribuna, o museu com todas as taças conquistadas, as chuteiras de antigamente, os troféus do nosso Cristiano, tudo! Vale mesmo a pena deixar lá 19 euros.
Contudo, a parte melhor veio quando terminou a visita. Saímos da loja oficial, em direcção à rua, e eu vi um aglomerado de gente ao pé de uma entrada do estádio. E polícia na estrada. Algo se passava, por isso corremos para ir ver. Os vários jogadores do Real estavam a chegar do centro de estágios e a juntar-se ali, no autocarro da equipa, para seguir a outro destino qualquer, quiçá jantar ou hotel.
O Cris já tinha passado no seu bolinhas, mas ainda vi chegar o Marcelo e o Modrić, em brutos automóveis de vidros fumados. É certo que não os conheço de lado nenhum, mas não deixa de ser uma emoção estar ali ao pé das estrelas do futebol mundial. E o que também é lindo de ver são as fãs, aos berros estridentes, quase a arrancar olhos para conseguir uma foto, a empoleirarem-se em cima de outras pessoas que, como eu, estavam ali só por acaso. Há quem se importe muito e reclame ainda mais, mas eu acho só o máximo e rio-me bastante!
Entretanto, do portão para dentro, só mesmo jornalistas e o autocarro do Real estacionado, para o qual entravam os jogadores conforme chegavam. A certa altura, no meio do escuro da noite e num espaço entre a esquina do autocarro e uma parede, vejo um vulto irreconhecível. O rapaz tem um corpaço que eu, a mais de 20 metros de distância e sem luz, consegui ver quem era. Aí, também dei liberdade às hormonas femininas e ao patriotismo e soltei um grito ao meu irmão: Aiiiiiiiiiiiiii, vem lá o Xanooooo!!!!
Era mesmo. Lá vinha ele, num grupo com mais colegas, flashes por todo o lado, as pessoas na rua a delirar e o Cris, muito simpático, acenou-nos e desapareceu para dentro do autocarro. Depois disso, um sentimento de orgulho bate forte cá dentro, como se ver o melhor jogador do Mundo fosse o pináculo da concretização pessoal. Sou realmente insana, mas adoro estas experiências.
Algum tempo depois, o autocarro sai do estádio e, para sorte das cerca de 100 pessoas que estavam ali em êxtase, a cada semáforo que rodeia o estádio, o autocarro teve que parar no vermelho. Se queriam ver aquela gente maluca [e eu também!!!] a correr que nem doida, só para mais um sorriso, mais uma fotografia, mais um aceno a um jogador... Lin-do!!! Alguns estão-se a cagar para o público mas lembro-me, por exemplo, que o Pepe sorriu bastante e cumprimentou as pessoas. Como em tudo, uns muito humildes e outros uns cagões.
Bem, depois desta aventura em que muito me ri, e depois de uma visita especial ao Barnabéu, regressámos a Alcalá e nem tempo tivemos de ir tomar banho porque estávamos atrasados para o jantar com os meus colegas. Ninguém se queixou que cheirávamos mal e todos se fartaram de rir com o meu entusiasmo doido por ter visto o Cristiano. Era só mesmo o que me faltava, já que estar em Madrid e não o ver era como ir a Roma e não ver o Papa.
[31/10/2015]






1 comentário:

Andrea disse...

Que boa experiência :)