Fiz. Faço. Farei.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

# trinta e sete - ERASMUS UAH

Se não fosse o P. ser são simpático, tão engraçado e tão querido, tirava férias estas duas semanas. Se em outras rotações me queixei que não fazia nada... pois agora ainda faço menos.
Eu compreendo que há coisas que só ele pode fazer, só ele pode controlar, validar e assinar. Estamos a falar de Ensaios Clínicos, o que significa papelada até ao tecto, dossiers e dossiers de informação, de protocolos, de normas, de tabelas, ufff. Muita daquela informação só ele é que domina e por mais que nos possa ensinar, nunca poderemos ser nós a ter actividade nesta área.
Ainda assim, passamos a vida atrás dele a pedir que nos dê que fazer, que nos ensine qualquer coisa, que nos mande pesquisar seja o que for. Ontem, para nossa sorte, fomos visitar a sala dos medicamentos que estão em investigação e entretanto chegou mercadoria, pelo que podemos ver como se processa a entrada do medicamento até que se coloca no frigorífico ou nas prateleiras do estudo a que pertence. Pode parecer ridículo, mas quando um medicamento está a ser investigado, todo e qualquer passinho que dê tem que ser relatado e assinado por quem o manipula. É tudo controlado ao mais pequeno pormenor.
Outra coisa que temos feito é assistir às visitas dos monitores dos ensaios que, basicamente, consistem na vinda de uma pessoa do laboratório que produz e estuda o fármaco à farmácia e explica ao P. tudo o que se pretende com o ensaio, todas as regras, como se deve conservar, assinaturas e demais burocracias. Têm sido meninas muito simpáticas que ficam sempre connosco à conversa, contam-nos o que fazem, como chegaram ali e tudo isso.
Na prática, tem sido um pouco chato e pouco produtivo estar nesta rotação. Mas o P. faz valer a pena e, às vezes, as pessoas dão-nos mais do que fazer qualquer coisa só por fazer.

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