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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

# quarenta e dois - ERASMUS UAH

Hoje foi o primeiro dia da minha última rotação [bem, em realidade, ainda estive a terminar umas tarefas de Ensaios Clínicos, mas amanhã já começo a sério]. Esta nova área chama-se Dispensação a Pacientes Externos e Seguimento Farmacoterapêutico e, pelo que me deu a entender, é uma das mais versáteis e polivalentes que há.
Aqui, há um gabinete onde trabalham apenas farmacêuticos cuja função, entre outras, é validar a medicação que está pautada aos doentes que chegaram às urgências. Há que avaliar a medicação que trazem de casa, a que o médico acaba de lhes prescrever, as análises e exames que lhes possam ser feitos, uma série de coisas que, no final, poderão determinar se a pessoa pode ir para casa ou terá de ficar internada. Parece-me muito bem esta tarefa, uma vez que exige um enorme conhecimento, quer de Farmacologia como de Patologia. É preciso estar consciente de quase todas as doenças, saber interpretar todo o tipo de análises e ser bastante ágil a manejar toda esta informação.
Ao lado, há dois outros gabinetes que são para receber pacientes. Aqui, o que se faz é explicar a cada novo paciente como deve tomar a medicação, que cuidados deve ter, como deve proceder se tiver efeitos adversos, etc.. São doentes que, pela 1ª vez, vão tomar medicação que não conhecem e, como tal, têm de ser devidamente informados quanto ao seu correcto uso. Mais uma vez, posso dizer que me interessa muito isto, já que o contacto com o doente é o que mais gosto neste mundo farmacêutico: a oportunidade de falar com as pessoas, de lhes poder explicar tudo, de poder acompanhar a evolução da doença, poder ajudá-los nas suas dúvidas, isso tudo.
E, finalmente, existe a Farmácia do hospital propriamente dita, aberta aos doentes que ali recorrem para buscar a sua medicação. No entanto, não fiquem com a ideia que se pode ir ali comprar Aspirinas e xarope para a tosse. Esta farmácia não vende nada! Aqui, o que se faz é dar aos doentes "especiais" a medicação que não têm disponível nas farmácias tradicionais, que estão abertas ao público. A título de exemplo, dispensa-se a medicação do VIH, das hepatites, da esclerose múltipla, da artrite reumatóide e muito mais. São as auxiliares que fazem a dispensação, uma vez que é um trabalho mais administrativo e existe um robot que facilita o processo. De qualquer forma, foi interessante passar ali e ver que tipo de medicação sai e que doenças aparecem. Depois falo-vos melhor sobre isto.

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