Fiz. Faço. Farei.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

# vinte e dois - ERASMUS UAH

Mais um dia, mais uma tarefa. Hoje voltei a fazer umas soluções orais para anestesia local. Também fiz, com os meus colegas, Controlo de Qualidade de cápsulas. O que nos têm mandado fazer aqui é uma ínfima parte da Farmacotecnia, mas tem sido bastante interessante (apesar de que, muitas das técnicas, já conheço da Faculdade).
Porém, também me mandam ler muito. Como só cheguei agora, tenho de me pôr ao nível dos colegas que estão aqui desde o início do mês e preciso de perceber como funcionam os processos dentro das cabinas onde se faz a medicação, os cuidados que se devem ter, as regras de segurança, o equipamento e roupa de protecção a usar e tal - sobretudo quando falamos de medicamentos para quimioterapia. Não esquecer que trabalhar com citotóxicos não é o mesmo que fazer aspirinas!
Por isso nos mandam estar muito conscientes das regras e, a juntar a isto, temos de estudar vários tipos de cancros, os mais comuns, e saber quais os tratamentos recomendados e que se fazem no hospital.
Quanto ao pessoal, nesta secção é onde as enfermeiras têm maior peso. Há quatro farmacêuticas num gabinete, que se dedicam à validação, cálculos para as "fórmulas" de preparação das misturas e toda essa parte mais científica e teórica. E depois as auxiliares prepararam as bandejas com tudo o que é necessário para que, logo de seguida, as enfermeiras passem ao que é mais técnico e prático, que é a execução propriamente dita da mistura de medicamentos. Elas são bastantes e são as que fazem o maior volume de trabalho. Nesta região de Espanha, segundo me disseram, a profissão de Técnico de Farmácia não tem reconhecimento. Como tal, não existem nos hospitais, dando assim lugar ao pessoal de Enfermagem.
Ao fim do segundo dia, já vos posso dizer que estou a gostar muito mais desta área do que da outra. Mesmo que não faça directamente as coisas, ao menos estou a ver como se fazem, a tirar apontamentos e a aprender muito mais.

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