Fiz. Faço. Farei.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

# quatro - ERASMUS UAH

11h. Hora marcada para estar no serviço de Farmácia do Hospital.
Hoje vou conhecer os meus colegas de estágio, as tutoras, o funcionamento da farmácia, o pessoal e as instalações. Espero que haja uma boa recepção por parte das pessoas que aqui trabalham e que as minhas expectativas sejam superadas. Quero trabalhar, aprender muito, ser útil, fazer coisas, ser uma farmacêutica aqui dentro.
Aos poucos, vão chegando os outros alunos e num instante estamos todos reunidos em volta de uma mesa. Passamos às apresentações e ouvimos as recomendações das chefes. Ainda há muita gente de férias e, por isso mesmo, o serviço está caótico.
O espanhol ainda me soa estranho, porém acompanho bem as conversas e compreendo o que me dizem. Falar é mais complicado, faltam-me muitos elementos de ligação de frases e não sei conjugar os verbos de forma correcta. Mas dizem-me, a mim e aos franceses, que a primeira semana será para hablar, hablar, hablar. Dentro de muito pouco tempo estamos a dominar a língua. Não tenho dúvidas, pelo menos para os portugueses é muito fácil entender espanhol.
Agora vamos conhecer o espaço. Isto não é um sítio assim tão grande como eu imaginava, dado o tamanho do hospital [é capaz de ser tão grande ou maior que o de Coimbra]. Mas há várias salas, zonas distintas onde se armazenam medicamentos diferentes ou se desempenham tarefas distintas. Um robot serve a área da dispensação aos doentes externos [são aqueles que vêm buscar à farmácia do hospital determinado tipo de medicamento que não se vende nas farmácias de oficina, como os da esclerose múltipla, os anti-virais, etc.] e um outro robot prepara as unidoses. Há também a área de atendimento a esses mesmos doentes, onde se incluem os gabinetes de atenção farmacêutica, ou seja, consultórios onde o profissional explica ao doente tudo e mais alguma coisa sobre o tratamento que este deverá fazer.
Descemos ao piso inferior e há um armazém, também ele com um robot enorme que faz dispensação de todos os medicamentos para os doentes internados. Há imensa gente de um lado para o outro, caixas e carrinhos em cada canto, cartão e papel com fartura, uma azáfama pegada.
Voltamos cá acima para mais uns minutos de conversa, onde pedem aos ERASMUS que apresentem um trabalho, no futuro, sobre a farmácia hospitalar nos nossos países e algumas curiosidades culturais e/ou gastronómicas que queiramos contar. Nem vale a pena dizer-vos que a minha doce e bonita Coimbra me veio logo à ideia. Vou-lhes mostrar de onde venho e de que fibra sou feita.

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