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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

# doze - ERASMUS UAH

Gostava de sair à noite como saem os franceses, todos os dias! Mas eu ainda não me sinto à vontade para ir para um bar beber cerveja [que nem gosto] com eles. Muito menos porque depois tenho medo de voltar para casa durante a noite. Eles são muito queridos comigo, todos os dias me convidam e dizem para eu aparecer mas tenho receio e acabo por desistir da ideia.
De certo modo, este ERASMUS de estágio não é tanto aquele conceito de festa-festa-festa. Eu acordo todos os dias antes das 7h, por isso digamos que não é muito compatível sair até às tantas e depois ir trabalhar cedo ao outro dia. No entanto, como alguns colegas do estágio vivem em Alcalá, pode ser que surja uma jantarada por aqui e depois vamos sair todos. Seria muito bom, eu adorava. E por isso já lancei o isco.
Hoje tive a sorte de uma das meninas me oferecer boleia no seu coche até à cidade. Poupou-me uma viagem de autocarro e eu fiquei a saber onde ela vive. Também havemos de combinar alguma coisa por aqui um dia destes.
De tarde, resolvi ir até ao centro comercial que mais parece o que em Portugal chamamos Retail Park. Precisava de abastecer a despensa e apeteceu-me ir conhecer um sítio novo. Deparei-me com um hipermercado daqueles à portuguesa. Finalmente, um sítio para fazer compras à séria!
Uma das coisas que me saltou à vista, no que diz respeito a diferenças, é a secção da charcutaria. Ao chegar perto já se sente o cheiro ao presunto. Eu adoro, é verdade, mas é tão intenso que me faz querer passar sem parar. Vendem-se presuntos de todos os tipos, formas e feitios. Há para todos os gostos e carteiras mas... que é do fiambre? Não se vende? A sério que ainda não vi fiambre como o nosso, para fatiar. Há salsichões, salpicões, salames, mortadelas, tudo. Mas fiambre... zero. Só nos embalados consigo encontrar fiambre e apenas de peru. Porque de porco nem vê-lo. Na secção da carne não trabalha ninguém. As carnes estão todas embaladas, devidamente separadas por animais e as pessoas pegam o que lhes convém, sendo que há peças inteiras e peças fatiadas. A parte das hortaliças é o que mais me custa... porque é tudo muito caro. As frutas, as saladas, os legumes, tudo me parece exorbitante. Sobretudo porque tenho a sorte de viver no campo e os meus pais têm uma estufa onde crescem estas coisas todo o ano, totalmente biológicas e que me ficam de borla.
Dei uma volta pelas restantes lojas e vejo que aqui ainda há saldos [bastante apelativos, por sinal!]. De qualquer forma, por agora, eu quero controlar as despesas e deixar os gastos fúteis mais para o fim. Primeiro, porque prefiro gastar dinheiro em Madrid para poder usufruir e fazer mais coisas. E depois porque pode acontecer qualquer coisa e eu precisar de algum dinheiro extra e, obviamente, não quero ficar enrascada.
O meu problema, contudo, foi que entrei na MARYPAZ e dei de caras com umas sandálias de babar. Lindas de morrer e custavam dez euritos. Deixei-as ficar porque sou uma pessoa muito controlada mas sonhei com elas toda a noite...

@traselojodecris

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