Fiz. Faço. Farei.

domingo, 27 de setembro de 2015

Do acto de ir às compras

Prós:
- Tenho dinheiro [muito importante, não?];
- Preciso de repor as peças de Inverno;
- As lojas aqui são mais baratas;
- As roupas da próxima colecção são lindas;
- Vou para a farmácia em Novembro, tenho de me apresentar bem;
- Quando chegar a Portugal vou-me arrepender de não ter comprado;
- Trabalhei no Verão... por isso posso.

Mas depois...
Será que tenho dinheiro? Às tantas deveria poupá-lo porque ainda tenho de pagar as despesas da casa e um mês de renda. Tenho a caução empatada e vou ter direito a ela quando for embora [I HOPE SO!!!] mas os gastos obrigatórios ainda são jeitosos.
E será que preciso assim tanto de roupa de Inverno? Já não me recordo das peças do ano passado e quando me tento lembrar conto poucas. Mas isso é decerto uma mania tendenciosa para pensar que não tenho roupa nenhuma... E dizer que "preciso" quando há tanta gente realmente necessitada em coisas bem mais importantes, faz-me sentir pequena e fútil.

Só que as lojas aqui são mesmo mais baratas. Não estou a falar do grupo Inditex, porque são iguais às nossas - CARAS! Mas as lojas de comércio local, muitas delas exploradas por chineses, mas que não são lojas dos chineses. São verdadeiros pronto-a-vestir com roupa actual, jovem, bonita e a preços muito convidativos. Mas o sentimento de culpa, o pensar que não devo e saber que, antes de vir para Espanha, já tive direito à minha dose de compras... Por um lado sei que devia aproveitar os preços baixos, as rebaixas até -80%, o facto de saber que, se não comprar aqui, vou acabar por ceder em Portugal e gastar muito mais por muito menos. E se trabalhei e sei poupar o dinheiro, não é por causa de 10 euros que fico pobre. Mas pobre sinto-me de espírito em querer ter mais uma camisola, mais umas botas, mais um casaco...

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