Fiz. Faço. Farei.

sábado, 13 de junho de 2015

a vida, a vida, às vezes mãe, às vezes madrasta

Não é "nada comigo" e eu nem sequer conheço as pessoas. Mas comecei o dia a ler uma notícia que, até agora, ainda não me deixou pensar em condições.
Um jovem ia a conduzir para casa, de regresso de uma semana de aulas em Coimbra, onde estudava, e teve um acidente fatal na AE. Tinha 25 anos.
Todas as notícias de jovens que morrem na estrada me tocam particularmente. Próximos, conhecidos, totalmente estranhos, seja o que for. Ainda não há muito tempo também me emocionei com uma rapariga da Faculdade de Psicologia que, a caminho de Coimbra, morreu num acidente.
Também sou jovem, também conduzo, também tenho um namorado que faz centenas de Km todas as semanas, amigos que vão e vêm para Coimbra de carro, e estas notícias deixam-me preocupada, triste, desmotivada.
Fico sempre a pensar no estado em que ficam os pais destas pessoas. E as namoradas/namorados. Que tristeza! Tantos sonhos e projectos que se vão... Tantos momentos por viver que se vão... Porque não podia este rapaz acabar o seu curso? Quem sabe casar e ter filhos? Constituir família? Ou ter outra vida qualquer, não importa! Podia simplesmente não lhe ser ceifada a vida desta maneira cruel e estúpida. Não sei as circunstâncias do acidente mas, fosse como fosse, porque é que a vida faz destas coisas? Um jovem, uma vida que nunca mais é vida. E a namorada? Que será daquela menina, a quem a vida roubou os sonhos a dois? Como é que se dá uma notícia destas a uma pessoa que está na sua vida, tranquila, à espera que ele chegue para a visitar? Como é que se gere uma vida a dois que, de repente e obrigatoriamente, terá de ser feita sozinha? Ahh tantas questões me assolam e uma tristeza que cai sobre mim, que eu não consigo nem sei explicar... Porquê?! Porquê?! Porquê?!

1 comentário:

Jude disse...

Pergunto-me exactamente o mesmo querida Pam... Não é justo!!