Fiz. Faço. Farei.

sábado, 22 de novembro de 2014

Vivo rodeada de "amigos" - sim, com aspas.

Esta semana recebi um convite de uma dessas pessoas "amigas" para um baile, antes do qual havia também um jantar daquele género "jantar da bifana" ou "jantar do caldo verde". Eu disse-lhe que não podia ir porque tenho exames para a semana e não iria sair de casa no fim-de-semana. Ela insistiu algumas vezes, mas como eu não posso mesmo, expliquei-lhe isso e a coisa ficou assim. No dia a seguir, o marido (é uma amiga mais velha, que já se casou) fez anos e eu enviei uma mensagem de parabéns, como faço sempre com os meus amigos.
Até aqui tudo bem. Mas acabo de saber pelo meu namorado, que ontem esteve com essas pessoas, que afinal o tal jantar e baile é uma festa surpresa organizada por ela como prenda de aniversário para o marido. Oi? E porque é que ela não me disse isso? Não é que eu fosse, porque a verdade é que tenho mesmo de estudar e não posso perder tanto tempo... mas sei lá, podia reconsiderar, certo? Podia não ir jantar com eles, mas aparecia na festa mais tarde, quando decidisse que tinha estudado tudo. Podia pensar duas vezes, uma vez que um baile é um baile, mas uma festa de aniversário surpresa de um amigo é outra coisa diferente. E eu cá geria o meu estudo e podia ser que ainda fizesse o jeito.
Mas bem, as pessoas gostam de ser assim, gostam de dizer hoje "branco", amanhã "preto", gostam de falar só pela metade, de dizer só o que lhes convém... Agora que penso, talvez não fosse assim tão importante para eles que eu estivesse lá. Eles só são "amigos" - sim, com aspas.

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