Fiz. Faço. Farei.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Sobre [não] dormir

Como sabem aqueles que me vêm lendo há algum tempo, eu vivo numa residência de estudantes universitários. E lá, partilhamos o quarto com outra pessoa.
Sinceramente, é algo que já acho normal. Eu digo às pessoas que é apenas uma questão de hábito. Mas com o passar do tempo, pequenos defeitos e falhas da minha colega fazem-me impressão, incomodam-me. Ou é o barulho, ou é a luz ligada, é querermos ter paz e sossego e não poder, é querermos ir ver um filme com o namorado e não dar, é a desarrumação e falta de asseio da parte dela que me fazem pôr os cabelinhos em pé. Mas isso, com mais ou menos condescendência, lá se vai ajustando e ultrapassando.
O que eu não consigo ultrapassar nem resolver são as noites da rapariga! Pois que ela ressona que dá medo. É horrível! Isto não acontecia com grande frequência nem tão pouco até me conseguir acordar. Mas nas últimas semanas, eu não sei o que é uma noite bem dormida. Sabem o que é estar aterrada de sono e não conseguir adormecer devido ao barulho que ecoa no quarto? Ainda por cima um som alto, irritante, cíclico, ritmado? Não é um mero respirar intenso, não é um respirar ofegante quando ela está de barriga para cima. Antes fosse só isso. Ela ressona forte e feio! Nem o meu pai ressona com tanto vigor.
E eu, que faço? Bem, mexo em tudo o que faz barulho e... ela nada. Abro e fecho a porta vezes seguidas e... ela nada. Ponho música alta e... ela nada. Chamo-a e grito "heeeeeeeeeeeeyyyyyyyyyy" dentro do quarto e... ela lá se mexe mas continua a ressonar. Só me falta saltar para cima dela, abaná-la ou coisa que o valha para conseguir que se cale. E, mesmo assim, tenho cá as minhas dúvidas.
Eu sei que ela não tem culpa, afinal de contas está a dormir e não faz aquilo conscientemente. Compreendo que se deite cansada [não sei de fazer o quê...], que tenha uma anatomia desequilibrada que a obrigue a fazer barulho quando dorme. Mas bolas, e eu? Que faço à minha vida, às minhas noites, ao meu descanso? Agora tento sempre ir dormir antes dela, pelo menos para conseguir adormecer. Mas chegam-se ali as seis da manhã, quando ela está ao rubro, e acordo com o ressono. E fico ali, às meias horas e em vão, a tentar que ela se vire e se cale 5 minutos para eu adormecer novamente. Também não tenho que não dormir só porque ela faz aquilo sem querer, certo? Também tenho direito ao meu sossego e a dormir em paz e sossego. É uma frustração, a sério. Já não sei o que fazer... nem como dormir em condições.

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