Fiz. Faço. Farei.

sábado, 21 de junho de 2014

É festa!

No secundário tive uma professora, por sinal de Português, que era uma grande nódoa a... Português. Irónico, não? Mas é verdade. Durante uma única aula, 90 minutos, portanto, nós podíamos ouvir de tudo: "Prontos meninos, vamos lá começar a trabalhar!". Ou então "Maria, ouvistes o que eu disse?". A mulher até era boa pessoa, mas de Português ela não sabia nada.
A juntar a isso, tinha pouco de profissional. Fizemos poucos testes mas, os que fizemos, raramente os recebemos de volta. E que é das notas do dia da auto-avaliação? "Pois... hum... eu vou ver aqui nos meus apontamentos... nos meus cadernos... o x teve 11, o y teve 12, o z teve 13". Era mais ou menos assim. Havia um colega meu que dizia que ela dava as notas atirando os testes para cima da cama. Os que caíssem no chão tinham más notas e os que caíam na cama tinham boas notas. De facto, o critério bem podia ser esse. Ou esse ou dava boas notas a quem achava mais bonito.
Mas bem, esta conversa veio a propósito de que saíram as notas de uma cadeira. E aquela pauta, para além de ser o mais informal que eu já vi ao nível do ensino superior, tem as notas quase todas iguais! Oi? Será que as pessoas copiaram todas umas pelas outras? Ao menos são todas altas, valha-nos isso. Há gente que, às tantas, nunca provou um dezassete ou um dezoito e também merecem. Mas comecei a pensar que o professor da cadeira fez da mesma maneira que fazia a minha antiga professora de Português: atirou para cima da cama os nossos exames, deu 18 a quem caiu na cama e 17 aos exames que ficaram no chão. Infelizmente o meu caiu no chão, o safado. Mas antes o exame do que eu...

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