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terça-feira, 29 de abril de 2014

E aprende-se a dizer saudade

Uma amiga acabou de me convidar para ajudar na montagem do carro da Queima.
E a saudade bateu! Está a fazer um ano, andava eu e as minhas colegas num reboliço infernal por causa do carro. Por esta altura já fazíamos flores, aqui em casa e em jantares organizados para estarmos juntos e... fazer flores. Foram dias de muito trabalho. Lembro-me que estava muito calor nessa altura. Eu saía das aulas e ia fazer o meu turno: levava as flores dentro de sacos do lixo de 100 litros, dentro do autocarro, até ao Quartel General, onde decorria a montagem de dezenas de outros carros. Também lá estavam os meus meninos, mais interessados em fazer amizades com as vizinhas do que em fazer flores. Homens.
A montagem do carro foi maravilhosa. Pertencer a um carro foi, sem dúvida, das melhores opções que tomei. Claro que é caro, claro que é muito difícil conseguir [e pedir!] patrocínios, claro que é muito trabalho e algumas chatices mas depois... depois quando vemos um carro enorme, montado e decorado como fruto do nosso trabalho; quando o vemos a sair do Quartel a caminho da praça Dom Dinis e a mostrar-se às pessoas que nos vêm ver desfilar; quando estamos ali dentro, um grupo de quase trinta pessoas, a cantar e a exibir a nossa cor, o nosso curso... é um misto de sentimentos indescritível.
O Cortejo, no dia do desfile do meu carro foi, senão o melhor, um dos melhores dias que passei desde que pertenço a esta família, a Academia de Coimbra.


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