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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Entre marido e mulher...

Um casal de amigos está ali na tangente entre acabar uma relação de muitos anos e ir arrastando um namoro onde não há beijos, onde não existe diálogo, onde mais depressa se ouve um "vai para o caralho" do que "estás linda(o) hoje".
Apesar da distância que nos últimos tempos se criou entre nós, e de uma série de assuntos mal resolvidos, continuo a gostar muito dos dois, a considerá-los grandes amigos e, como tal, a querer muito vê-los juntos e felizes.
Falo mais com ela, que me conta o que se passa entre eles, que desabafa comigo que não aguenta a situação mas que, ao mesmo tempo, não consegue tomar uma atitude e fazer alguma coisa pela relação.
No entanto, como amiga, e sabendo que um rapaz nunca se vai chegar à frente para falar dos problemas no namoro, há em mim uma vontade de ter uma conversa com ele, de lhe dar um pouco na cabeça [ele merece!!!], de o ajudar ou, simplesmente, de ouvi-lo. Parece-me que, acima de tudo, ele precisa de ser ouvido, de ter alguém que esteja do lado dele, que se mostre importado e consiga, pelo menos, dar-lhe mais clareza. Podia não ser capaz disto tudo, mas tentava. Como amiga, sinto que me "compete" ajudá-lo, seja de que forma for.
Mas depois vem-me aquela ideia de que entre marido e mulher, não se mete a colher. E a verdade é que já ouvi ele dizer a ela, entre dentes, e depois de ela ter estado a falar comigo, "agora conta-lhe tudo da nossa vida...". Franzi o sobrolho, principalmente porque detestei o tom que ele usou. Fiquei a pensar que ele não quer que eu saiba das coisas, que não tenho nada a ver com isso. Na verdade, não tenho. Mas quero ajudá-los porque os adoro e parte-me o coração saber que um namoro de quase dez anos vai acabar por estupidez de duas cabeças duras e teimosas. Será que, nestas situações, não se mete mesmo o nariz ou mais vale fazer o que me vai no coração e meter atrás das costas aquilo que o povo diz?

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