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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

empreendeDORismo

Participar num Congresso Científico é uma oportunidade fantástica de conhecer pessoas que se dedicam a investigar os mais variados assuntos, que partilham as suas experiências com aqueles que, sendo alunos, têm muitas dúvidas sobre o que é o mundo lá fora e que não sabem o que é o mercado de trabalho, de competitividade e de sucesso.
Hoje, na sequência de uma actividade dessas, "conheci" mais uma pessoa daquelas que valem a pena, pelo menos à primeira impressão. Uma mulher que se atirou à incerteza de um negócio e, depois de muitos suores, está a singrar como fundadora de uma empresa de renome, e que se dedica a aproveitar os recursos do nosso país para fazer dinheiro.
Admiro imenso estas pessoas que se lançam aos leões. Admiro quem não tem medo, quem é louco o suficiente para ir contra os obstáculos e lutar por aquilo em que acredita e que quer muito ver concretizado. E quem não sabe quantos são os obstáculos?
Um dia, também gostava de ser como elas. Ter artigos científicos publicados com o meu nome, ser convidada para dar palestras a auditórios cheios, descobrir, inventar e inovar! Mais do que a remuneração (a verdade é que isso seria só um bónus), eu queria ter sucesso com os frutos do meu trabalho, do meu esforço, do meu tempo investido em um objectivo. Gostava de ser reconhecida como alguém dedicado, inteligente, capaz.
Mas depois olho à minha volta e parecem só existir entraves - a falta de dinheiro, a falta de quem acredite em mim, as burocracias, a documentação. Às vezes, nem sequer me sinto suficientemente inteligente para poder, algum dia, ter um cargo importante na minha área. Estou a tirar um curso há 4 anos e é como se ainda fosse aluna do 1º ano: eu não sei nada, sinto-me insegura para questionar ou até para responder ao que eu sei.
Imagino-me, muitas vezes, no lugar daquelas pessoas que adoro ouvir palestrar mas, às vezes, faltam-me forças para acreditar em mim mesma. E tenho medo que isso se instale de tal maneira que, mesmo com todas as ferramentas para avançar, não seja capaz de tirar as ideias da gaveta.

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