Fiz. Faço. Farei.

sábado, 7 de setembro de 2013

Todos os anos, por altura das colocações no ensino superior, chego à conclusão que há cada vez mais pessoas a ir para um curso só por ir. Hoje, qualquer aluno que termine o 12º ano, prossegue os seus estudos, como se isso fosse parte obrigatória do percurso escolar de qualquer um. Por isso é que, todos os anos, vejo pessoas a ir para muito longe de suas casas, em tempos de crise e contenção de despesas, para tirar cursos que, como dizia um professor meu, são para encher chouriços. Não tenho nada contra mas duvido que essas pessoas querem, realmente, esses cursos. O desemprego, como se sabe, toca a todos. Infelizmente é assim que vivemos os dias de hoje. Mas também se sabe, apesar de tudo, que há escolhas e saídas profissionais mais promissoras que outras. E ver gente de Bragança a entrar em Leiria ou alunos de Coimbra a ir para Lisboa ou malta de Beja a ir para o Minho para tirar cursos que estão a rebentar pelas costuras e que, por sorte, conseguem dois licenciados a trabalhar no que se formaram, faz-me crer que, nos dias que correm, alguém só é alguém se tiver um canudo.

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