Fiz. Faço. Farei.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Hoje estou numa de escrever

Saber reconhecer quem são os nossos amigos talvez seja algo que se ganhe com a idade. Ou com a experiência, que é quase sempre o mesmo que mentalidade.
Com o passar do tempo, tenho cada vez mais cautela com as pessoas e sinto, ao conviver com elas, que não me posso iludir com as primeiras conversas, com os primeiros encontros ou saídas nem tão pouco com as primeiras confidências. Sempre chega o momento em que, por qualquer razão, nos desiludimos e ficamos de coração partido. Porque não chegam dias, não chegam meses nem chega uma vida para conhecermos, verdadeiramente, as pessoas com quem nos damos. Isto se, alguma vez, conseguirmos estar ao lado delas uma vida...
Em tempos, chamava amigo às pessoas mais próximas, com quem saía à noite ou ia tomar um café, com quem partilhava meia dúzia de momentos da vida e com quem podia contar para este ou aquele favor. Mas agora percebo que nem sequer há descrição para definir o que é um amigo.
Eu pensava que tinha muitos, talvez uns dez. Se, há uns anos, os pusesse numa árvore e fizesse deles maçãs, quase todos, hoje, tinham caído de podres. Com o passar dos anos, sinto que não tenho tantos amigos assim. Não sei se chego a ter três amigos verdadeiros, daqueles que me compreendem incondicionalmente, que me aceitam como sou, que me ajudam e me pedem ajuda sem segundas intenções, que me mimam e amam de coração. Quanto amigos tenho, não sei. Mas sei, felizmente e finalmente, que amigos eu não tenho.


1 comentário:

Jude disse...

E olha que saber quem são os verdadeiros é muito melhor do que achar que se tem uma dúzia deles. Eu também só tenho 2 ou 3 daqueles mesmo do coração e, sinceramente, chegam-me muito bem! :)