Fiz. Faço. Farei.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Férias (não) são férias

A pior coisa de crescermos e nos tornarmos adultos é ter de tratar dos nossos próprios assuntos. Ainda ontem, em conversa com uma amiga, eu dizia que tinha medo de não resolver tudo o que devia, de não ser suficientemente responsável. É mesmo isto que sinto: tenho receio de deixar ultrapassar prazos de pagamentos, medo de receber multas em casa por não pagar coisas que nem sabia que devia comprar, and so on.
Em três anos de ensino superior, sempre tratei de tudo o que dizia respeito às matrículas, às candidaturas ao alojamento e às bolsas. Às vezes, com ajuda e conselhos de pessoas em quem confio. Mas sempre fiz tudo sozinha e sujeita às consequências dos meus próprios actos e (ir)responsabilidades.
Quando as férias começam, o meu maior alívio é saber que não tenho esse tipo de tarefas para tratar, pelo menos, durante umas boas semanas. Penso eu, ingenuamente! A verdade é que acabo por ter sempre coisas para resolver e que não me dão descanso. Candidaturas disto e daquilo, pagamentos e comprovativos. Estas coisas tiram-me o sono. Por mais que eu tente estar atenta a todos os prazos, por mais que eu tente resolver tudo a bem, há sempre algo que me escapa e que, passado algum tempo, me foge de controlo.
E mesmo quando penso que vou estar descansada durante Julho e Agosto, engano-me redondamente porque isto de ser adulto e ter assuntos para tratar parece que nunca acaba e, pior, nem sequer tira férias.

2 comentários:

Janny disse...

quero voltar a ser criança, mesmo!

Layanne Eduarda disse...

É a realidade da vida, crescemos e vivemos assim. Se quisermos nossa independência temos de nos virar. :(

No meu caso, as vezes chega o dia de pagar e a falta de coragem aparece, sair de casa, enfrentar fila e bla bla bla... Sempre anoto tudo pra não correr o risco de esquecer algo.
tbm queria ser criança, por este e vários outros motivos.